Mesmo depois de duas horas de jogo, Wallace ainda esbanjava
disposição para voar alto no tie-break e desferir golpes potentes na bola de
vôlei. Foi assim que o oposto se destacou na vitória do Cruzeiro sobre o
Sesi-SP fora de casa, na última sexta-feira, liderando o time mineiro à
classificação para a sexta final consecutiva da Superliga masculina de vôlei (veja melhores momentos no vídeo).
Eleito o melhor jogador da partida, ele creditou o crescimento nos playoffs ao
prazer de encarar jogos decisivos.

– É o momento que todo mundo espera, é o mais gostoso do
campeonato. É nessa hora que você tem de jogar seu 120%.

Não pode dar mole, dar
brecha, porque duas derrotas acabam com o campeonato. A equipe se compromete
demais nessas horas.

Não deixa baixar – disse o oposto.Paulistano, Wallace contou com um incentivo a mais no
ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo.

Embora a barulhenta arquibancada vermelha empurrasse o Sesi, Levi e Gleci Souza
gritavam na torcida pelo filho. O jogador correspondeu sendo o maior pontuador
da partida, com 29 acertos (26 de ataque, dois de saque e um bloqueio).

– Quando o jogo é em São Paulo, eles geralmente vêm me ver,
fica mais fácil, porque são daqui. Eu curto muito.

Minha mãe sempre me
acompanhou, desde que comecei a jogar. Tudo que aconteceu comigo eu devo a eles
– disse Wallace.

Com ou sem os pais na arquibancada, o bom desempenho do
oposto tem sido uma constante nos playoffs da Superliga 2015/16. Ele também foi
o maior pontuador da primeira partida contra o Sesi-SP e do primeiro duelo com
o São José dos Campos, pelas quartas de final.

Wallace busca manter esse bom
ritmo para ajudar o Cruzeiro a levar o quarto título nacional no dia 10 de
abril, em Brasília – Campinas e Taubaté ainda duelam pela outra vaga na final. Às
vésperas da convocação da seleção brasileira para as Olimpíadas, Wallace espera
que essas atuações chamem a atenção do técnico Bernardinho.

– Eu trabalho no clube inconscientemente pensando na
seleção. Se fizer um bom trabalho aqui, bem provável que eu seja convocado.

Sempre falo que não tem vaga garantida. Você tem de fazer o trabalho dentre de
quadra para entrar na seleção.

Wallace, que disputou os Jogos de Londres e 2012, tem sido
peça importante da seleção brasileira neste ciclo olímpico, tendo disputado o
Mundial de 2014 e a fase final da Liga Mundial nos últimos três anos. Ele tem
grandes chances de ser chamado para o grupo que vai disputar a Liga Mundial e
brigar por uma das 12 vagas nas Olimpíadas.

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Fonte: Globo Esporte