Melhor em campo do Cruzeiro no último jogo, contra o Atlético-MG, Arrascaeta era o grande alvo dos holofotes na equipe celeste na partida contra o Flamengo, nesta quarta, no Mineirão. E ele até tentou. Começou o jogo isolado na esquerda, mas depois de uma conversa com Paulo Bento teve muita liberdade no segundo tempo.

Chegou a atuar até como um pivô, quando teve sua melhor chance, aos 26 do segundo tempo. No entanto, ele não conseguiu evitar que a Raposa seu segundo revés dentro do Mineirão, no Brasileiro, desta vez o algoz foi Flamengo, com uma vitória simples.

 Arrascaeta foi o maior passador do jogo, com 58 passes certos e seis errados. Depois vieram Réver e Rafael Vaz, do Flamengo, com 30 cada um.

O uruguaio finalizou três vezes a gol. Na saída de campo, o meia reconheceu a superioridade do Flamengo, principalmente no aspecto físico.

– Acho que o time deles foi superior, foram melhores fisicamente.

Arrascaeta começou o jogo pela esquerda.

Paulo Bento começou
com o esquema 4-2-3-1. Isolado na frente estava Riascos, com o objetivo de ser
municiado por Alex, que começou mais centralizado, e Alisson, caindo mais pela
direita, além do uruguaio.

Arrascaeta estava bem inquieto. Aos nove minutos, recebeu no meio.

Esperou Allano passar, mas não conseguiu
fazer o lançamento. Pela esquerda, travava um duelo particular com Rodinei.

Algumas vezes, Marcelo Cirino voltava para ajudar o lateral na marcação do
uruguaio. Aos 17, teve a velocidade posta à prova.

Recebeu quase na
linha de fundo e chamou Réver para a dança, o zagueiro estreante levou a
melhor. Números de ArrascaetaFinalizações – 3Passes certos – 58Passes errados – 6Faltas cometidas – 1Faltas recebidas – 1Defensivamente, Arrascaeta virou quase um cão de guarda de
Marcelo Cirino.

Onde o meia ia, o uruguaio ia atrás. A marcação por zona
confundiu o camisa 10 celeste que, por um momento de desatenção, deixou o
flamenguista passar em suas costas.

Sorte do uruguaio que ele estava impedido. Aos 32, Bento chamou Arrascaeta no canto, parecia não estar
satisfeito com o posicionamento do meia.

Arrascaeta também é o homem das bolas
paradas. Aos 36, cobrou dois escanteios em sequência, o primeiro foi muito curto
e, após uma troca de sinais com Bruno Rodrigo, a segunda batida foi no segundo
pau, na cabeça do zagueiro, que mandou para fora.

 No final do primeiro tempo, uma inversão tática deu resultados
imediatos. Paulo Bento trouxe Alisson para a esquerda, colocou Alex na direita,
e Arrascaeta mais centralizado.

Nesta posição, o uruguaio colou em Riascos e melhorou
a presença do Cruzeiro na área, até criou uma chance de cabeça, mas não levou
perigo. Enquanto o time celeste buscava se acertar na frente, a defesa falhou atrás.

Réver avisou e, na terceira cabeçada, colocou para dentro. Arrascaeta deixou o
primeiro tempo cabisbaixo, sozinho e sacudindo a cabeça, fazendo sinal de
negativo.

 Se houve uma conversa de Paulo Bento no vestiário com o meia, certamente, foi para dar liberdade ao jogador. O camisa 10 começou o segundo tempo, correndo para todos os lados, não estava guardando posição.

Aos seis minutos, Arrascaeta começou a jogada lá pela esquerda, correu toda a largura do campo e chegou na direta para conduzir a bola e fazer um lançamento de cavadinha para Riascos. O “flutuante” uruguaio começava a chamar o protagonismo.

Aos 16 chamou Rodinei para dançar, fez duas ou três jogadas de efeito, com um toque de letra, mas foi desarmado. Com a entrada de Willian e Rafael Silva, Arrascaeta passou a dividir o protagonismo com eles.

Foi aos 26 do segundo tempo que o uruguaio teve sua melhor chance. Recebeu pouco antes da meia-lua, girou e bateu colocado, de esquerda, buscando o ângulo de Muralha, mas a bola saiu caprichosamente para fora.

 
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Fonte: Globo Esporte