O técnico Deivid, definitivamente, está na berlinda no comando do Cruzeiro. Após a eliminação para o América-MG nas semifinais do Campeonato Mineiro, o treinador do Cruzeiro disse que não irá se acovardar agora que passa por um momento ruim no clube, mas espera um contato da diretoria para conversar. Por sua vez, o diretor de futebol do clube, Thiago Scuro, informou que haverá uma reunião para avaliar o trabalho até agora na temporada.

LEIA MAIS>>> Fábio avisa após eliminação: “É para ficarmos alertas”- Sim, como eu disse, encerra um ciclo (eliminação do Campeonato Mineiro), é o momento de sentar, o que passou, o
que fizemos de bom e de ruim até agora. Toda a relação de trabalho tem empregado e
empregador, temos que entender os planos de Deivid, o que ele está pensando e traduzir essa tristeza de hoje em
atitude para afinar o planejamento para termos o Cruzeiro cada vez mais forte já
no dia 5, pela Copa do Brasil.

A ambição continua forte nisso para a gente fazer um bom trabalho no ano – disse o diretor de futebol do clube, que concedeu entrevista depois do treinador.O dirigente ainda disse que o trabalho do treinador tem aspectos positivos, mas que, quando o time não alcança os objetivos, é preciso avaliar o panorama.

– A gente tentar criar um hábito de avaliar sempre, qualquer trabalho
deixa um legado positivo, porque as pessoas estão trabalhando de forma honesta,
mas é evidente pela grandeza do Cruzeiro que, quando a gente não atinge o objetivo que tínhamos estabelecido, temos que avaliar.
Serve de alerta, que a gente aprofunde a análise e possa tomar providências
para melhorar o Cruzeiro.

Acovardar, nunca vou acovardar. Se a diretoria achar que tenho que ficar,
vou trabalhar sempre como trabalhei.

Chegando oito da manhã e saindo oito da
noite. Nunca vou desistir dos meus sonhos.

Nunca vou me acovardar de nada.
Tenho consciência do que eu fiz, do que eu passei para os jogadoresAntes, Deivid falou pouco sobre a partida que fez a pressão sobre ele aumentar mais ainda.

A tônica da conversa foi a permanência e o trabalho até aqui do treinador, que avisou que não irá se acovardar no momento. Mas deixou o futuro nas mãos da diretoria.

– Acovardar, nunca vou acovardar. Se a diretoria achar que tenho que ficar,
vou trabalhar sempre como trabalhei.

Chegando oito da manhã e saindo oito da
noite. Nunca vou desistir dos meus sonhos.

Nunca vou me acovardar de nada.
Tenho consciência do que eu fiz, do que eu passei para os jogadores.

Agora, o
resultado não veio, o mundo não acaba aqui. Os grandes campeões se constrõem
numa derrota e não numa vitória.

Quando você ganha ou perde acha que está
tudo certo ou errado. Mas não é assim.

Agora é trabalhar – avisou o treinador, que disse que ainda não conversou com a diretoria.- Ainda não reuni não, todas as vezes que acaba o jogo, a gente fica na
nossa salinha, conversando sobre o jogo, e ainda sou o treinador do Cruzeiro,
até que venha uma ordem lá de cima.

Então estou tranquilo, me doei, fiz o melhor
junto com os jogadores e, infelizmente, o resultado não veio.Deivid disse que não vem sofrendo pressão interna da diretoria e que sempre contou com o apoio de todos no clube até o momento.

– Jamais, porque nunca partiu de dentro da diretoria, sabemos que as pessoas
que aqui estão dentro tem caráter, respeito. Quando se perde as coisas negativas começam
a vir.

Seu subconsciente, sua cabeça, você começa a separar as coisas. Claro que estou chateado
porque não passei, porque era nosso sonho, objetivo, mas agora tem que ter
tranquilidade.

Não adianta ficar falando, dando desculpa, porque só é o
trabalho que vai fazer a gente melhorar.Entretanto, ficou claro que haverá uma avaliação do trabalho de Deivid e, em nenhum momento, a diretoria garantiu que o treinador será mantido no cargo.

Em 2016,
foram 17 jogos de Deivid no banco, com 10 vitórias, cinco empates e duas derrotas, pelo
Campeonato Mineiro, Primeira Liga e Copa do Brasil,
além de um amistoso contra o Rio Branco. Em um jogo, Pedrinho esteve no banco de reservas, porque o treinador estava suspenso.

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Fonte: Globo Esporte