Robinho foi o nome mais repercutido na troca
entre Cruzeiro e Palmeiras (confira no vídeo acima). O meia entrou no pacote entre os clubes, que ainda
envolveu a transferência do lateral Lucas para a Toca da Raposa e a ida de Fabiano
e Fabrício para o time paulista.

O “namoro” entre Robinho e Cruzeiro é antigo.

E, por duas vezes, ficou no quase. A
primeira convivência foi há 10 anos, quando ele passou pelo futebol mineiro.

O meia vestiu as cores do extinto Varginha, do Sul de Minas,
em 2006. Um ano antes, havia sido dispensado do Internacional por ser
considerado um jogador “baixinho”.

Nos padrões normais da população brasileira,
com seu 1,70 m, ele chegou a revelar que pensou em deixar o futebol.

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embora por causa do meu tamanho.

Foi em 2005. Já jogava no meio.

(A
argumentação foi que) com a minha altura eu não conseguiria jogar. Fui
para a minha casa e não queria mais (ser jogador de futebol).

Voltei a estudar
e continuei treinando na escolinha. Meu pai perguntou se eu não ia mais
jogar e falei que não queria, que não tinha tamanho.

Se um cara lá do
Internacional falou isso, é porque realmente não tenho – disse o jogador, há alguns meses,
em participação no Programa Bem Amigos, do SporTV.

Graças ao empenho do pai, Robinho tentou novamente.

Aos 18 anos,
encontrou as portas abertas no Varginha, equipe mineira que foi extinta em
2010. Da parceria com os “gordinhos”, como o próprio jogador revelou, nasceu um
time competitivo e que o levou a testes no Cruzeiro graças ao ex-zagueiro do
clube, João Carlos.

 – Meu
pai ficou no meu pé e acabei indo para o Varginha. E a maioria dos
caras era gordinho, que estava parado.

E pensei no meu quarto: “O que
estou fazendo aqui?”. Começaram os treinos, os caras começaram a entrar em
forma e eu vi que o time era bom.

Subimos e eu fui emprestado para o Democrata
de Sete Lagoas em 2006. Fui emprestado porque o Varginha subiu, mas não ia
montar um time bom.

Estava lá o João Carlos, zagueiro que jogou no Corinthians,
Seleção..

. Disputei o Mineiro com ele e ele me falou: “Vou te levar para o
Cruzeiro” – contou Robinho.

O primeiro ato de
Robinho na Toca da Raposa foi breve. A falta de passaporte impediu que o
armador viajasse com os juvenis para uma competição na Alemanha.

Ele chegou a
completar alguns treinos entre os profissionais, em 2007, mas depois
acabou dispensado. A saída fez com que ele encontrasse novos ares no Mogi
Mirim, depois Santos, Avaí, Coritiba e Palmeiras.

Segundo quase no Cruzeiro
Comandante celeste por dois anos e meio (janeiro de 2013 a junho de 2015),
Marcelo Oliveira quase levou Robinho para a Toca da Raposa no início do ano
passado. O treinador ligou para o Coritiba – equipe do meia antes da ida ao
Palmeiras -, e tentou facilitar a transação pela boa convivência com os dirigentes, pois trabalhou no clube paranaense por dois anos.

Porém, o momento de
transição na diretoria do Cruzeiro à época complicou as negociações. O
Palmeiras foi mais rápido e fechou a contratação.

Agora, os caminhos do futebol
levam Robinho, de novo, à Toca da Raposa.

O terceiro ato da história de Robinho no Cruzeiro se iniciará nos próximos
dias.

O jogador deve passar pelos exames médicos e assinar contrato de
empréstimo até o fim de 2017.
.

Fonte: Globo Esporte