O português
Paulo Bento, novo treinador do Cruzeiro, foi apresentado oficialmente na tarde
desta segunda-feira, na Toca da Raposa II. Gilvan de Pinho Tavares, presidente
do clube, esteve presente na sala de imprensa acompanhado de Thiago Scuro,
diretor de futebol, e Bruno Vicintin, vice-presidente de futebol. Paulo assinou
contrato de um ano e meio com o clube celeste.

 

O treinador agradeceu o convite do clube e se disse honrado por ter a oportunidade de treinar uma equipe grande do futebol brasileiro.- Queria agradecer ao clube, agradecer à oportunidade de ter minha primeira experiência de treinar fora do meu país e logo a primeira experiência em um clube de grande dimensão no Brasil.

Estou honrado e satisfeito por iniciar este trajeto e projeto em um clube desta dimensão. (Veja mais no vídeo acima sobre os motivos que fizeram o treinador vir trabalhar no Brasil).

Paulo Bento estava sem treinar uma equipe desde setembro de 2014, quando deixou o comando da seleção portuguesa. O treinador garantiu, porém, que não ficou parado durante esse período e aproveitou para aperfeiçoar seu trabalho e estudar.

LEIA MAIS>> Comissão de Paulo Bento aproveita voo para analisar partidas do Cruzeiro>> Cruzeiro sai da mesmice com Paulo Bento, mas derrapa no discurso inicial>> Presidente é alvo de protestos durante apresentação de técnico no Cruzeiro- Fiz aquilo que todos fazem quando estão sem trabalho. Tentar se reciclar com aquilo que é o futebol, tentar descobrir as melhores situações, as melhores formas para poder evoluir enquanto treinador.

Tentar se preparar para quando aparecer a oportunidade e ver muito futebol. Foi o que fiz neste período.

Não trabalhei porque não deveria fazer mediante algumas situações. Foi uma situação pessoal até o momento que apareceu este convite, que entendemos que deveríamos aceitar.

Será complicada a nossa tarefa, em um grande clube, em um campeonato extremamente competitivo. O Cruzeiro é muito especial, tem seus adeptos, sua torcida e as condições que encontramos.

Agora constatamos presencialmente que tem as condições que são necessárias e importantes para desenvolver um bom trabalho. O português assumiu que será necessário um certo rodízio no elenco, já que a quantidade de jogos é muito grande no calendário brasileiro- O calendário obriga a ter essa ideia.

É verdade. Nos chamamos de rodízio a rotatividade.

A própria densidade de jogos, a quantidade de jogos em pouco espaço de tempo nos faz pensar em algumas alterações. Vamos pensar na rotina, no rodízio.

Aqui também é outro desafio, tentar envolver todos os jogadores no processo de treino. É tentar que o treino seja a melhor mensagem para os jogadores poderem entender como jogar.

A verdade é que, em alguns momentos, teremos que mudar. É quase obrigatório que isso aconteça.

(Veja no vídeo acima Paulo Bento falando sobre a língua e o calendário do futebol brasileiro).Sobre a pressão por vitórias, ele disse estar acostumado, já que em Portugal também há uma cobrança grande sobre as maiores equipes.

– Nós também queremos (vencer). Pressão há de todos os lados.

É natural que um clube dessa dimensão e dessa grandeza haja uma pressão grande. O Sporting é um dos grandes clubes do meu país e a seleção nacional é algo que tem uma pressão tremenda.

É algo que vamos viver naturalmente. A pressão existiu, existe e existirá.

Que consigamos passar aos jogadores aquilo que é fundamental. Terá que ser um fator de motivação e que no dia a dia nos faça melhorar e estar mais concentrados, a estar mais alerta, a cuidar de todos os detalhes que tenhamos que cuidar em função do calendário.

A pressão faz parte do futebol e viver sem ela não é agradável.O treinador falou sobre a fama de disciplinador que tem, e explicou que cobra respeito entre todos os profissionais e também ao clube que representam.

– Pode haver duas formas de nos relacionamos com a disciplina. Isso é usá-la de forma negativa ou usar como uma forma positiva que é algo que deve existir em todas as áreas da sociedade, que é ser rigoroso, disciplinado e respeitosos uns com os outros.

Acima de tudo ser respeitoso com o clube que nós representamos. Sou treinador há 12 anos, desde 2004 e nunca faltei respeito ao jogador, nunca tive um insulto a um jogador.

Dentro de uma organização tem que haver disciplina e rigor.Nesta
segunda, o português não participou de nenhuma atividade em campo, que ficaram
por conta de Geraldo Delamore, auxiliar técnico que comandou o time na derrota
para o Coritiba, no último sábado, por 1 a 0.

O treinamento foi regenerativo,
sem muita intensidade, mas com alguns aperfeiçoamentos táticos.
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Fonte: Globo Esporte