Ser terceiro goleiro de um time não deve ser fácil. Ter poucas chances e viver uma rotina de quase esquecimento perante o grande público. Mas deve ser também complicado se ver com a situação de substituir as duas primeiras opções do setor e justamente no maior clássico do clube que você defende.

Fábio sabe dessa situação e comentou sobre o desafio do seu rival de posição, Uilson, que fará sua estreia em clássicos. – É bem difícil você falar de um goleiro que vai estrear, o Uilson, porque é uma situação muito ímpar, individual.

São momentos importantes na carreira de um atleta, oportunidade grande de disputar um clássico. A oportunidade sempre aparece e, às vezes, não é no momento que queríamos.

Mas é oportunidade de aproveitar esses momentos e mostrar seu potencial. É muito individual.

Muitos podem assumir essa responsabilidade, porque vêm trabalhando, se dedicando. Mas pode acontecer de sair tudo errado.

Tem muito a ver com personalidade que ele vai ter. Isso vai facilitar para ele ter o melhor discernimento para resolver situações de jogo.

Fábio disse que não viveu a mesma situação quando teve que atuar em seu primeiro clássico com o Atlético-MG. Afinal, já havia tido experiência em jogos pelo Vasco.

O jogador está em seu 49º clássico. – Comecei a jogar muito cedo contra equipes grandes no estado do Paraná.

Com 17 para 18 anos, já jogava no profissional, enfrentava equipes grandes do estado. Para mim, depois daquilo, foi muito fácil encarar grandes clássicos no Rio e aqui.

É lógico que Cruzeiro e Atlético têm uma grandeza que mexe com todo o estado. Isso gera pressão para qualquer atleta, seja novato ou experiente.

O Cruzeiro é líder do Campeonato Mineiro com 20 pontos, três a mais que o Atlético-MG. A partida neste domingo será às 11h (de Brasília), no Independência.

 
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Fonte: Globo Esporte