Sem muito brilho, é verdade, o Cruzeiro venceu o Campinense, por 3 a 2, nesta quinta-feira, no Mineirão (veja no vídeo acima), e se classificou para a segunda fase da Copa do Brasil. Sem treinador, também é verdade, a Raposa foi comandada pelo auxiliar da comissão técnica permanente, Geraldo Delamore, que não se mostrou surpreso com as dificuldades encontradas pela equipe para superar o adversário paraibano. Delamore começou a coletiva lembrando uma situação que ocorreu quando estava com o Corinthians, no Mundial de Clubes, no Japão.

– Vou contar uma história para vocês: em dezembro de 2012,
fomos disputar o Mundial, em Yokohama, com o Corinthians, e jogamos com o Al-Ahly, do Egito. Um
time de potencial menor que o nosso, financeiro e técnico.

Vencemos por 1 a 0 e levamos
totó deles. Depois fomos campeões mundiais ao bater o Chelsea na final, por 1 a 0.

Esses jogos (contra equipes menores) trazem um componente emocional muito forte. Aliado a
isso, tem o fato de estarmos em um momento de transição do clube.

O componente
emocional pesou muito neste jogo. No final do primeiro tempo, poderia ter
ficado um pouco mais com a bola, para não ceder tantos contra-ataques.

Acho que
foi um jogo em que o emocional pesou muito.Ao ser questionado sobre o momento psicológico dos jogadores do Cruzeiro, Delamore interrompeu e explicou bem sobre o que estava se referindo.

– Não falei o fator emocional dos jogadores, falei na partida.
O dia a dia está maravilhoso, diretoria presente, jogadores trabalhando bem.

O
ambiente não tem problema nenhum. O componente emocional que me referi foi do
jogo.

Fizemos 1 a 0, levamos o gol, e fizemos 3 a 1. Poderíamos ter feito 4 a 2
naquela jogada do Pisano.

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– Sou funcionário do Cruzeiro, o que for melhor para o
Cruzeiro, é o melhor para mim. Se o Cruzeiro entender que eu devo continuar no
comando, vou continuar.

Sigo o que for determinado pela direção do clube.Confira outros temas abordados por Geraldo Delamore na entrevista coletiva:Dificuldades em campo- Essa resposta está relacionada com o componente emocional que
eu falei.

Posso falar deste jogo, dos outros não. O componente emocional pesou,
de vestir uma camisa que pesa, como tetracampeão da Copa do Brasil, sem poder
errar.

Poucos times grandes impediram o jogo de volta. O Flamengo ontem perdeu
por 2 a 1 para o Fortaleza, por exemplo.

Atuação não convenceu- Essa atuação não convincente, já coloquei que o componente
emocional pesou. Temos ajustes para serem feitos.

O Lucas fez a primeira
partida pelo Cruzeiro. Outros jogadores estão chegando.

Não posso pensar em
longo prazo. Se a direção entender que sigo para o próximo jogo, posso pensar
no que vai ser.

Time entrou pressionado e saiu..

.?- O Cruzeiro vem de duas eliminações, na Primeira Liga e no
Campeonato Mineiro.

Mais um fator para ser levado em conta nesta partida, seria
a terceira eliminação em quatro meses. O resultado é fundamental, a confiança
melhora, o aspecto emocional melhora.

Vamos trabalhar a parte física dos
jogadores. Tenho que aguardar a direção, para saber se vou seguir à frente.

Penso que o resultado, apesar de sofrido, vai tirar um pouco a pressão, vai
deixar o clima mais leve. Temos ajustes a fazer, coisas para melhorar.

Elenco será reforçado?- O Campeonato Brasileiro é muito longo, são 38 rodadas.
Juntamente com isso, temos a Copa do Brasil.

Todas as equipes procuram se
fortalecer, acho que não é diferente com o CruzeiroMudança de esquema- Precisamos consolidar uma forma de jogar e um sistema.
Mudamos muito no Campeonato Mineiro.

Voltei a jogar no 4-3-1. Acho que existe
espaço para aprimorar bastante a evolução da equipe neste sistema.

Tudo isso
passa pelo desenrolar da temporada. Daqui a pouco, o Cruzeiro efetiva um
treinador, a gente não sabe o esquema preferido deleAriel CabralNo fim da coletiva, Delamore pediu a palavra para falar sobre um comentário que teria feito com um repórter, fora do microfone, sobre Ariel Cabral, quando teria dito que o jogador argentino não atravessava um bom momento.

– Quero esclarecer e deixar a torcida do Cruzeiro bem
tranquila com relação ao Ariel Cabral, que tem respeito e admiração de todos no
Cruzeiro, pela sua liderança, caráter e qualidade técnica. Oscilações são
normais.

Ele teve um desconforto muscular. Tenho certeza que em breve o Ariel vai
estar em condições de jogar.

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Fonte: Globo Esporte