O Cruzeiro teve o pedido de rescisão do contrato com a Minas Arena negado pela Justiça nesta terça-feira. A decisão é da 10ª Câmara Cível de Belo Horizonte, por meio do desembargador Vicente de Oliveira Silva, que argumentou que os motivos citados pelo clube mineiro na ação não são suficientes para o rompimento do acordo. Entretanto, a decisão pode ser revista pela relatora do caso e também pelo colegiado.

Na última sexta, a Minas Arena já havia conseguido uma vitória na Justiça. O departamento jurídico foi procurado pela reportagem, mas ainda não foi encontrado.

O argumento principal da Raposa é da falta do cumprimento de cláusulas da Minas Arena no contrato entre as partes, firmado há três anos. A Minas Arena informou, por meio de nota oficial na época do pedido de rescisão por parte do clube celeste, que cumpre todas as cláusulas do acordo e que o Cruzeiro tem dívidas com a concessionária, que chegam a R$ 9 milhões.

O Cruzeiro alega que as condições concedidas ao Atlético-MG para utilizar o Mineirão na final da Libertadores de 2013 foram diferentes e melhores aos que o clube tem atualmente com a Minas Arena. Por isso, a Raposa se sentiu no direito de exercer as mesmas condições.

Além disso, o Cruzeiro cobra da Minas Arena “o pagamento de
indenização por danos materiais e morais pelo descumprimento reiterado nas
cláusulas contratuais”. O total do prejuízo calculado pelo clube chega a R$ 25 milhões.

O clube também afirma que, por contrato, deveria ter ao seu dispor todas as datas como mandantes. Entretanto, em quatro datas, não teve benefícios por causa de shows realizados no estádio, como o dos cantores Paul McCartney e Elton John.

 

Além da remarcação de datas, o Cruzeiro reclama, também, da
comercialização dos ingressos. Pelo contrato, a Minas Arena é obrigada a vender as entradas por, no mínimo, 20% acima do valor mais caro que o
Cruzeiro comercializa para o anel superior.

A  Minas Arena conseguiu na Justiça uma liminar que garante o bloqueio de 25% da renda líquida do Cruzeiro em partidas no Mineirão. Os valores serão depositado em juízo, até a conclusão do processo.

 Em março , a empresa entrou na Justiça, cobrando do time celeste o pagamento de cerca de R$ 9 milhões, em relação a custos de operação no Mineirão, que incluem gastos com funcionários, suporte, segurança, água e luz. No ano passado, a Minas Arena também moveu ação contra a Raposa cobrando uma dívida de R$ 5,5 milhões.

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Fonte: Globo Esporte