No terceiro jogo desde que retornou ao comando do Cruzeiro, o técnico Mano Menezes foi coerente, ao tentar manter o maior número de peças no time titular, de uma partida para a outra. Nesta segunda-feira, no empate por 1 a 1 com o Corinthians, no Pacaembu (veja os lances no vídeo acima), foram apenas duas mudanças, mas justificadas. O goleiro Fábio, suspenso com três cartões amarelos, deu lugar ao estreante Lucas França, e o volante Bruno Ramires saiu para a entrada de Henrique, titular absoluto que se recuperou de uma entorse no tornozelo.

LEIA MAIS>> Cruzeiro divulga foto de joelho de Ábila, e estrangeiros serão reavaliados>> Estreante, Lucas França sobre falha e quase frango: “Se levar gol, aí f..

., né?”>> Cruzeiro vai à CBF protestar contra árbitro que não marcou pênalti em SPCom isso, o treinador pretende retomar o entrosamento do time e, principalmente, dar solidez ao esquema tático que vem usando.

O Cruzeiro tem jogado no 4-2-3-1 com Mano Menezes e, mesmo com pouco tempo, já vem mostrando nítidos progressos em relação ao time do português Paulo Bento. A linha de quatro zagueiros conta com os laterais Lucas e Edimar e os zagueiros Bruno Rodrigo e Manoel.

Os dois volantes são Henrique, pela direita, e Ariel Cabral, pela esquerda. Os três homens de meio-campo, com funções defensivas e ofensivas, são Robinho, pela direita, Arrascaeta, centralizado, e Rafael Sobis, pela esquerda.

O atacante é Ramón Ábila, autor do gol desta quinta-feira. Quando o Cruzeiro não tem a posse de bola, Robinho e Rafael Sobis recuam para o campo de defesa, atuando bem perto dos laterais.

Arrascaeta se aproxima de Henrique e Cabral, e mesmo Ábila, homem mais adiantado, ajuda no combate e marca os volantes adversários. Com a bola, Arrascaeta alterna sua posição em campo, ora atuando perto de Ábila, ora buscando as jogadas em uma das duas extremidades.

Em determinados momentos da partida, o Cruzeiro parece atuar num 4-4-2.São várias as vantagens de atuar assim.

O Cruzeiro ganha muito em todos os setores, que jogam mais próximos um do outro. Isso facilita na marcação.

Um time mais compactado oferece menos espaços para que o adversário toque a bola e consiga penetrar entre suas linhas. A consequência é a zaga menos exposta e o goleiro bem mais protegido.

Ofensivamente também é muito bom para o time. Os volantes e os laterais, ao avançar em cada lado do campo, se aproximam do meia da extrema (Sobis ou Robinho), de Arrascaeta e de Ramón Ábila.

Com isso, o Cruzeiro chega a atacar com cinco ou seis homens de uma vez só. Isto feito, em alta velocidade, é mortal, para o adversário, como no gol sobre o Corinthians (reveja no vídeo abaixo), e em várias ocasiões da vitória diante do Internacional, quinta passada, em Belo Horizonte.

 Com apenas três jogos em sua volta, Mano Menezes já está conseguindo aproximar o time deste ano com o de 2015. A tendência, com o entrosamento e o aperfeiçoamento das jogadas, é fazer do Cruzeiro um time muito mais forte no returno do Brasileirão.

Mesmo que os sonhos para este ano sejam bem pequenos, se livrar da zona de rebaixamento já é um consolo para a torcida que vislumbrou dias tão terríveis com Paulo Bento.
.

Fonte: Globo Esporte