Um dos principais pontos negativos da campanha irregular que o Cruzeiro vinha tendo no Campeonato Brasileiro era a defesa. A Raposa entrou na 22ª rodada com a pior defesa da competição, com 35 gols sofridos. Mas a vitória por 2 a 0, sobre o Santa Cruz, neste domingo, no Mineirão não trouxe só a tranquilidade de somar mais três pontos e se afastar ainda mais da zona de rebaixamento.

Trouxe duas marcas importantes. Foi o primeiro jogo, em casa, que o Cruzeiro não foi vazado neste Brasileirão.

Também havia 13 partidas que o time celeste não passava um jogo sem sofrer gols: o último faz mais de dois meses, contra a Ponte Preta, 4 a 0, no Moisés Lucarelli, pela 17ª rodada.  Em relação os números, o Cruzeiro sob a batuta de Mano Menezes leva vantagem sobre a equipe que foi comandada por Paulo Bento.

Sob o comando do português foram 26 gols em 15 jogos, com uma média de 1,73 gols sofridos por jogo. Depois da chegada de Mano, esse número caiu.

Com o atual comandante, são oito gols em seis jogos, média de 1,3. Vale lembrar que o primeiro jogo do Cruzeiro no Brasileiro, derrota de 1 a 0 para o Coritiba, foi sob o comando do técnico interino Geraldo Delamore.

Média de gols sofridos- com Paulo Bento – 1,73- com Mano Menezes – 1,3No último jogo de Paulo Bento, na derrota para o Sport por 2 a 1, o rubro-negro pernambucano criou seis oportunidades, duas com chance real. Com a chegada de Mano, esse número subiu um pouco, mas se manteve dentro de uma média de exatas 10 finalizações para os adversários nos jogos, e média de 4,6 chances reais por jogo.

Durante a era Paulo Bento, o treinador português mudou muito a dupla de zaga, apostando em jovem como Bruno Rodrigo e Fabrício Bruno, além de manter Bruno Rodrigo em uma fase que o zagueiro não estava bem. Pouco antes de sair, o português já tinha Manoel à disposição, mas não escalava o zagueiro, irritando a torcida.

Com a chega de Mano Menezes, a zaga estabilizou. Ele repetiu a mesma dupla em todos os seis jogos: Manoel e Bruno Rodrigo.

 Outro fator que pode preocupar no quesito da média de gols sofridos pelo Cruzeiro é a posição do goleiro. Com a contusão de Fábio, um dos maiores ídolos do clube, que sofreu uma ruptura do ligamento do joelho direito e só volta no próximo ano, Rafael assumiu a posição de titular.

Na partida contra o Santa Cruz, foi o melhor em campo, com defesas impressionantes que garantiram a vitória da Raposa. –

Fico muito feliz com esse retorno.

Só eu sei o quanto estou feliz por estar podendo fazer o que eu amo, que é jogar futebol, ainda com o Mineirão lotado com 50 mil pessoas – comemorou Rafael após a partida. A formatação tática dentro de campo é básica, o Cruzeiro joga com uma linha de quatro, com Manoel pela direita, e Bruno Rodrigo pela direita.

Mais à frente, Lucas Romero joga mais pela direita, assim como Cabral ficou mais pela esquerda na partida contra o Santa Cruz. Apesar da nítida compactação e evolução tática do time, depois da chegada de Mano, as falhas individuais ainda deixam a equipe vulnerável.

 Aos 13 minutos do primeiro tempo, por exemplo, uma falha defensiva mostrou que
a defesa do Cruzeiro ainda deixa a desejar, principalmente nos parâmetros individuais.
João Paulo, quase do meio de campo, fez um lançamento pelo alto.

Grafite passou
nas costas de Bruno Rodrigo (veja no vídeo abaixo), que não conseguiu acompanhar, saindo cara a cara
com Rafael. Manoel chegou na cobertura, e o goleiro do Cruzeiro ainda impediu o
gol.

O próprio Bruno Rodrigo afastou o perigo na sequência. Aos 24 minutos, o Santa Cruz chegou com perigo mais uma vez.

Pela
esquerda, Allan Vieira teve muito liberdade para fazer o cruzamento. Bruno
Rodrigo e Manoel estavam preocupados na marcação dos atacantes dentro da área.

Por
trás de Rafael Sobis e Edimar, apareceu Leonardo Moura, que pegou de primeira e
chutou no travessão.   
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Fonte: Globo Esporte