A Polícia Civil de São Paulo iniciou nos últimos dias a segunda
fase da investigação que deu origem à Operação Game Over, que em julho colocou
10 pessoas na cadeia por fraudes em partidas de futebol. As primeiras apurações
indicam a existência de outras quadrilhas que manipulam resultados, além da que
foi desarticulada há pouco mais de um mês.Um novo inquérito será instaurado em breve.

As
investigações, entretanto, já estão em andamento. Os casos suspeitos seguem o
mesmo modelo dos que deflagraram as prisões na primeira fase.

Envolvem clubes
pequenos, de campeonatos de menor interesse.Em julho, 10 homens foram presos por ligação com uma organização
criminosa que aliciava atletas, técnicos e dirigentes para combinar resultados
para favorecer apostadores asiáticos.

Entre as partidas suspeitas, jogos das
séries A-2 e A-3 e do sub-20 do Paulista e do Campeonato Potiguar. Os acertos eram
de US$ 20 mil a US$ 30 mil por confronto fraudado.

<b>Leia mais sobre o caso:</b>> Goleada por 9 a 0 é estopim de investigação sobre fraude> MP vai pedir 10 anos de prisão a acusados de fraude no futebol> Quadrilha gastava entre US$ 20 mil e US$ 30 mil por jogo compradoDos 11 indiciados, apenas um não foi encontrado: Anderson
Silva Rodrigues, considerado o líder da quadrilha no Brasil. Dois ex-jogadores
e um técnico estavam envolvidos.

Todos já foram liberadores após cumprirem
prisão temporária. Alguns colaboram em delações premiadas.

O caso continua nas mãos do delegado Mário Sérgio de
Oliveira, do Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância
Esportiva). Denúncias foram feitas à polícia após a operação original, cujo
inquérito deve ser concluído em setembro – o Ministério Público pode pedir penas
de até 10 anos para cada integrante do grupo.

Os torneios de base estão na mira da polícia nesta segunda
fase, por se encaixarem no perfil dos principais alvos dos apostadores – foi uma
derrota do Atlético Sorocaba por 9 a 0 para o Santo André, no Paulista sub-20
do ano passado, o estopim da primeira investigação.No último final de semana, o duelo entre Tanabi e Portuguesa
Santista, pela Segunda Divisão de São Paulo – o equivalente à quarta divisão
estadual – levantou suspeitas e está sendo analisado pela FPF (Federação
Paulista de Futebol).

A partida, em Tanabi, no interior do estado, foi encerrada
aos 28 minutos do segundo tempo, quando os visitantes venciam por 2 a 0 e o
time da casa ficou com sete atletas em campo. Dois deles foram expulsos na
primeira etapa e outros três se contundiram na metade final.

A Polícia Civil
deve solicitar informações sobre esse episódio.
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Fonte: Globo Esporte