Derrotado na Justiça, após pedido de liminar em primeira instância na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, o atacante Riascos pede uma cifra milionária ao clube mineiro, requisitando uma indenização por danos morais e também uma cláusula de compensação, com base em seus salários até o final do contrato, que vai até janeiro de 2018. A cifra chega a pouco mais de R$ 5 milhões. A primeira audiência entre o clube mineiro e o jogador está marcada para 30 de agosto na mesma Vara do Trabalho.

Na petição por parte do atacante, os representantes do atleta pedem a rescisão indireta do contrato com a Raposa, pois o jogador tem uma proposta do exterior e que o acordo tem de ser concretizado até o final deste mês, coincidindo com o fim da janela do país do clube que realizou a proposta. Entretanto, segundo o Juiz do Trabalho substituto, Vinícius Mendes Campos de Carvalho, não foi comprovada “suficientemente” no documento se houve essa proposta.

O Cruzeiro não recebeu nada oficialmente.Riascos alega ainda que não recebeu o salário de agosto, o que também, segundo o magistrado, não foi comprovado no documento.

À petição inicial, também foram anexadas reportagens falando da situação do jogador e fotos da entrada da casa de Riascos, que teria sido alvejada por tiros após sua declaração ao final do jogo contra o Fluminense, pelo Brasileiro. Além disso, também foram incluídas declarações e ofensas ao jogador em redes sociais e por mensagens.

Com base nesses documentos, é justificada a ausência do atleta aos treinos.Os advogados do atacante declaram ainda que o afastamento de Riascos foi “imoral e injusto” e que realizado com base em um “mal-entendido”.

Entretanto, no mesmo documento, há uma confissão de Riascos das declarações feitas no Rio de Janeiro. O jogador foi multado em 40% do valor do seu salário referente a julho, o que na ação o advogado também pede a anulação.

A multa contratual, segundo o documento, é de R$ 30 milhões, o que também inviabilizaria a saída do atleta para o futebol do exterior. O colombiano não pode atuar mais por outro clube brasileiro na temporada.

O clube mineiro ainda não recebeu a notificação da liminar a seu favor, o que
deve acontecer nos próximos dias. O Cruzeiro mantém sua posição e quer que o jogador se reapresente e volte a treinar, até porque tem contrato com o clube até janeiro de 2018.

Riascos afirma que não tem condições de segurança para morar e trabalhar em Belo Horizonte, devido aos incidentes que teriam ocorrido com sua família e com ele próprio. O Cruzeiro confirma a definição de abandono de emprego por parte do jogador, que havia sido proibido de retornar junto à delegação – em função das ameaças -, mas garante ter entregado a ele um bilhete aéreo para que retornasse a Belo Horizonte no dia seguinte e se reapresentasse na Toca da Raposa II.

Se ele treinaria separado ou em horário diferente do restante do grupo seria definido posteriormente.
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Fonte: Globo Esporte