Com a abertura da janela de transferências internacionais na última segunda-feira, a diretoria do Cruzeiro correu para reforçar o elenco. A prioridade era um centroavante, para solucionar o problema da falta de gols do time. Para isso, um camisa 9 nato, Ramón Ábila, foi anunciado nessa quarta.

Um dia depois, outro anúncio: Rafael Sobis também vestirá o azul celeste no segundo semestre. A torcida espera que os dois atacantes sejam a solução dos problemas do ataque celeste.

E, pelos menos nos números, eles parecem que vão dar resultado.  Em 2016, Ábila fez 26 jogos pelo Huracán, da Argentina,
marcando 16 gols (confira um deles, pela Libertadores), com uma média de 0,6 por jogo.

O centroavante argentino
balançou a rede nove vezes no Campeonato Argentino e sete na
Libertadores. Também nesta temporada, Sobis, que não tem característica de
centroavante, marcou sete vezes, uma média de 0,3 por partida.

Somados,
os dois tem 23 gols, mais que o dobro do que todo o ataque do
Cruzeiro marcou junto, em toda a temporada. LEIA MAIS>>> Veja “pinturas” e outros lances de Ramón ÁbilaJuntos,
Rafael Silva, Riascos, Willian e Douglas Coutinho marcaram 12
gols juntos.

Rafael SIlva é o atacante que marcou mais gols, foram seis,
Douglas Coutinho balançou as redes três vezes, Allano duas, e Willian e
Riascos (este último que voltou de empréstimo em maio, do Vasco) fizeram um gol apenas. Nenhum deles é o artilheiro principal no ano do Cruzeiro.

O meia Arrascaeta tem sete anotados. Comparação de gols – Sóbis e Ábila – 23 gols- Willian, Douglas Coutinho, Rafael Silva, Riascos e Allano – 10 golsApesar de ter goleado a Ponte Preta por 4 a 0, na última quarta-feira, todos os gols foram marcados por jogadores que não são atacantes de ofício.

Contra a Macaca foi um do volante Henrique, outro do meia Alisson e os outros dois de Arrascaeta. O Cruzeiro é um dos times que mais finaliza no Campeonato Brasileiro, com 130 chutes, atrás apenas de Palmeiras, Atlético-MG e Fluminense.

No entanto, até antes da goleada sobre a Ponte, a Raposa tinha um dos piores ataques da competição. 
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Fonte: Globo Esporte