Rotina no futebol brasileiro, a dança dos técnicos está sendo executada em um ritmo mais lento do que de costume na Série A. Nas 11 primeiras rodadas do campeonato, foram apenas seis trocas, número igual apenas ao de 2012 e inferior a todos os outros anos. A estatística que revela uma paciência um pouco maior dos dirigentes do que em outros anos, porém, é a de demissões.

Ao todo, foram apenas duas até o momento: Givanildo Oliveira, que deixou o América-MG, e Gilson Kleina, mandado embora do Coritiba.Das outras quatro trocas, duas foram por outras propostas recebidas pelos treinadores: Tite deixou o Corinthians para assumir a Seleção brasileira, e recentemente Guto Ferreira, que estava na Chapecoense, aceitou uma proposta do Bahia.

Diego Aguirre pediu para sair do Atlético-MG após a eliminação na Taça Libertadores e Muricy Ramalho, que deixou o Flamengo em razão de problemas de saúde. Em 2012, das seis trocas, cinco foram por demissão.

Em 2015, foram dez trocas até a 11ª rodada do campeonato. Em oito, o clube mandou o treinador embora.

Nas outras duas, Doriva pediu para deixar o Vasco e houve ainda um remanejamento de Milton Cruz de volta para a condição de auxiliar, com a chegada de Juan Carlos Osorio ao São Paulo. A soma é a mesma de 2013, com o mesmo número de rodadas disputadas, mas com nove demissões.

O recorde de mudanças é de 2004, com 12 nas 11 primeiras rodadas, sendo dez demissões. Entre os clubes que trocaram de treinador naquele ano, estão o campeão Santos (Emerson Leão deu lugar a Vanderlei Luxemburgo), e o vice-campeão Atlético-PR, que começou o campeonato com o interino Júlio Piza após a demissão de Mário Sérgio, e terminou com Levir Culpi.

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Fonte: Globo Esporte