A última semana do Avaí demorou a passar. Começou com protestos no aeroporto, pedido de saída do zagueiro Antônio Carlos e pichações. Nesta segunda, após nova derrota, o Leão da Ilha viverá sete longos dias na luta contra a crise.

São seis jogos seguidos sem pontuar, o time é lanterna do returno do Catarinense e o rebaixamento passa a ser uma ameaça.Além disso tudo, o Avaí está a 47 dias de estrear na Série B.

Seu jogo está marcado para 14 de maio, contra o Bahia, fora de casa, e a perspectiva azurra não é boa. Até lá serão quatro jogos do estadual e mais um ou dois pela Copa do Brasil, contra o Operário de Várzea Grande.

Prazo para tentar se restabelecer e voltar aos planos.No planejamento avaiano, a intenção era separar entre um elenco de garotos aqueles que poderiam ser aproveitados no restante da temporada.

No primeiro turno, uma oscilação natural, mas as boas atuações prevaleceram, e o Leão terminou em segundo. Criou-se a expectativa de que no returno a equipe poderia brigar por uma vaga na final, mas os resultados acabaram.

No último sábado, o revés foi para o Joinville. De positivo, ao menos para o técnico Raul Cabral, a perspectiva de melhora.

A cobrança de postura deu resultado, segundo o comandante, e os jogadores pecaram nos detalhes.- Quando a equipe joga mal, tu não vê evolução, tu vê um bando.

O que eu vi hoje foi uma equipe bem defensivamente. Corremos poucos riscos na partida.

Fomos organizados, criamos, foi competitiva. Não vejo como falta de vontade, não posso criticar atleta em relação à postura.

Perdemos e eu não posso achar culpado – analisou.Raul Cabral, aliás, vive grande pressão no cargo.

Na última semana, uma reunião definiu pela continuidade do planejamento, e nesta segunda-feira a diretoria do Avaí deve novamente se encontrar. O comandante deixa nas mãos dos dirigentes o futuro, apesar de ter confiança de que pode resgatar o time.

Serão sete longos dias de trabalho.- Não houve conversa em relação à essa questão.

Houve uma reunião mensal sobre o trabalho desenvolvido e o trabalho do dia a dia, atleta por atleta. Sabemos que o futebol se pauta por questão de resultados.

Eu sei que vai haver uma pressão muito grande, mas tenho convicção do que estamos fazendo. Se a diretoria optar por fazer algo diferente, é uma opção da diretoria.

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Fonte: Globo Esporte