Neste sábado o Figueirense entrará em campo para um dos
jogos mais importantes deste Catarinense. Uma vitória pode significar
um passo firme na busca do título do returno. E, em caso de um tropeço,
praticamente o fim dos sonhos para tricampeonato.

E, no jogo de Florianópolis,
quem estará atento será um jogador que deixou saudades no estádio Orlando
Scarpelli e estará a milhares de quilômetros de distância da capital
catarinense. Felipe Santana, atualmente no Kuban Krasnodar da Rússia, guarda
com carinho os momentos que viveu no Alvinegro.

E, neste sábado, terá também as atenções em uma possível estreia do amigo colombiano Michael Ortega, após dois meses no clube.O meia colombiano procurou Felipe Santana para saber
referências do clube catarinense antes de assinar o seu contrato para atuar no
Brasil.

A amizade dos dois ultrapassa cinco anos, quando se conheceram na
Alemanha, em 2011. Felipe no Borussia Dormund e Ortega no Bayer Leverkusen.

 – Foi um amigo que fiz no período de Alemanha, na época eu jogava no Dortmund.
 Tínhamos muitos contatos com brasileiros
e sul-americanos, as coisas se estreitaram.

No Leverkusen tinha o Renato
(Augusto) e outros jogadores estrangeiros, isso fazia com que
as coisas ficassem um pouco mais fáceis para eles e para nós, foi uma pessoa
que tive a oportunidade de conviver por um ou dois anos bem próximo. Até que
ele se mudou para outra equipe, também na Alemanha, o Bochum e o nosso contato
permaneceu.

Aí depois ele teve uma filhinha e voltou para a Colômbia –  disse, por telefone, Felipe Santana.O zagueiro, ex-Alvinegro, atuou em uma fase que deixa saudades
ao torcedor alvinegro.

Entre 2006 e 2008,  integrou a equipe
que chegou à final da Copa do Brasil, mas que acabou derrotada
para o Fluminense, em 2007. As lembranças, porém, ainda estão na memória do
jogador.

O zagueiro vive um momento delicado na temporada russa. O Kuban
Krasnodar ocupa a 13ª colocação na tabela entre 16 participantes – sendo que
dois são rebaixados.

A mudança para a Rússia aconteceu no começo desta temporada
e o contrato de dois anos o coloca com o desafio de auxiliar a equipe a se
manter na primeira divisão. Porém, está feliz e não enxerga tão cedo uma
despedida do continente europeu.

O zagueiro completou 30 anos no último dia 17
de março. Neste sábado, Felipe acompanhará o Figueira do jeito que consegue: pela
internet.

Às vezes, por conta das diferenças de horários, só fica sabendo dos
resultados. Entretanto, o carinho pelo clube alvinegro segue forte e agora há
ainda mais um motivo para torcer pelo sucesso do time na temporada 2016, por
conta do amigo colombiano.

 Confira a entrevista completa de Felipe SantanaCOMO FOI
A CONVERSA COM O ORTEGA PARA INDICAR O FIGUEIRENSE PARA ELE? 

Ele ligou e perguntou. Disse que apareceu a oportunidade dele ir para o Figueirense,
me perguntou como era o Figueirense, se valia a pena ir e eu disse para ele que
sim.

Florianópolis é uma cidade muito linda, que se aproxima um pouco da
Europa, por ser muito organizada, para a família dele seria muito tranquilo,
pois tem filha pequena. Mesmo que ele não fale o português, isso aproxima,
pois todo verão tem muito turista argentino, uruguaio.

O QUE
FALOU SOBRE O FIGUEIRENSE?
Disse que o clube não é gigante, mas em Santa Catarina é o maior. Para que ele
não tivesse medo de forma nenhuma, pois jogar no Figueirense pode ser muito bom
para ele.

Isso pode impulsionar a carreira dele. Isso aconteceu não só comigo,
mas existem outros jogadores, como o Felipe Luís, o Firmino, o Michel (Bastos)
e André Santos, além de outros jogadores.

É um clube que dá toda a estrutura
para ele mostrar o futebol dele. Que é um grande futebol.

 (Ortega) me e perguntou como era o Figueirense, se valia a pena ir e eu disse para ele que sim E A SUA
RELAÇÃO COM O FIGUEIRENSE?
Eu sou suspeito para falar sobre o Figueirense, foi onde tudo começou para mim,
sou muito grato ao Figueirense pelo que sou e eu sempre tentei retribuir as possibilidades
que me concederam dentro de campo. Penso que vivi uma das fases mais lindas da
minha vida, as coisas acontecera muito rápidas, a  gente chegou à fatídica
final da Copa do Brasil (2007) em que a gente perdeu para o Fluminense e depois
disso fui para a Alemanha.

Sou eternamente grato e da minha parte só existe
boas recordações. COMO ESTÁ
SENDO SUA ADAPTAÇÃO AO FUTEBOL RUSSO?

É tudo muito novo e recente para mim, o frio é diferente também, mas aqui, na
região em que estou, a gente não sofre com as temperaturas mínimas, como em
outras cidades.

Isso favorece muito, pois a gente não está sofrendo. É um campeonato
de muita força, muito chocado, muito forte e de luta.

Para zagueiro isso é
legal de se jogar, onde os atacantes não têm vantagens sobre os zagueiros, pois
o contato é muito válido aqui. É
UM DESAFIO, DEPOIS DE TER IDO TÃO BEM NA ALEMANHA?É, eu aceitei esse desafio, como sempre foi na
minha vida.

Eu cheguei no Dortmund quando o clube não vivia uma grande fase. E
hoje é um “super” Dortmund, um clube grande que está muito bem.

Então esse foi
o desafio, aceitei, estou feliz. O Kuban é  grande, uma cidade grande, com grandes
ambições.

Espero que eu possa atingir esse meu primeiro objetivo de ajudar a equipe
a permanecer na primeira divisão. Quando cheguei a equipe estava na penúltima
colocação, e agora já saímos da zona de rebaixamento.

Claro que ainda há mais
10 jogos e estamos falando de 33 pontos, temos que somar ao máximo para sair
dessa situação para poderemos pensar em um próximo ano mais planejado e outros objetivos.

 

 

A COPA DO
MUNDO DE 2018 AJUDOU NA ESCOLHA DE ATUAR NA RÚSSIA?

Foi uma
vinda por compra, tenho contrato de mais dois anos e meio, e espero cumpri-lo.

Claro que meu objetivo maior é voltar para um grande centro, mas Rússia não deixa
de ser um grande centro, ainda mais pelo fato da Copa do Mundo já esta sendo
programada para cá, em 2018. E o foco irá se voltar todo para cá.

Vir para cá não
foi muito planejado, mas quando você para e pensa, nem tudo você planeja. Estou
feliz aqui, espero concluir esse contrato da melhor maneira possível como
sempre fiz.

 

PENSA EM
VOLTAR PARA O BRASIL? PARA O FIGUEIRENSE?Uma volta
no Brasil agora não é o momento, apesar da saudade, das tentativas de grandes
clubes do Brasil ainda não me vejo voltando. Não descarto as possibilidades, mas
eu tenho alguns planos por aqui ainda e, como a gente diz, ainda tenho muita
garrafa vazia para vender.

  O futebol a
Deus pertence. Voltar para o Brasil pode ser mais para frente.

Sobre o
Figueirense, tenho residência em Florianópolis e o Figueirense é sempre uma “super”
porta para mim. 
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Fonte: Globo Esporte