O Paysandu encontrou dificuldades para vencer o Rio
Branco por 1 a 0 na noite da última quinta-feira, pela Copa Verde. Apesar de
jogar apoiado pelo seu torcedor, o Papão esbarrava no setor defensivo do time
acriano e também apresentava problemas na armação e finalização de jogadas. De
acordo com o técnico Dado Cavalcanti, a equipe paraense se surpreendeu com a
retranca do adversário.

– A gente sabia que o adversário iria jogar por uma
bola, no contra-ataque, mas eles superaram todas as nossas expectativas de
retranca e marcação, abrindo até mão do contra-ataque. Eles abriram mão de tudo
para tentar levar o 0 a 0.

Tivemos uma ampla superioridade, mas não revertemos
isso em gols. Insistimos, tentamos com as alterações sempre para a frente, mas
foi o que deu pra fazer.

Levamos vantagem para a segunda partida por não termos
tomado gol em casa – falou, em entrevista coletiva após o embate.Contra o Rio Branco, o Paysandu deveria iniciar a
partida com Bruno Smith e Marcelo Costa no setor de armação, porém, o último
apresentou problemas médicos e Marquinho foi o escolhido para a função.

O jovem
da base acabou deixando a equipe no intervalo e o substituto, Jhon César, também
teve atuação apagada. Dado admite que o time vem sofrendo com as ausências dos
meias Raphael Luz e Celsinho, mas pede paciência com as opções do elenco.

Faz um tempo que nós perdemos rendimento. Não
tenho motivo para não admitir isso, sou um cara realista e consciente.

Qualquer
equipe sente a falta dos seus principais jogadores e isso está acontecendo com
o Paysandu. O mais importante é que o torcedor entenda que, apesar das
ausências e dificuldades, estamos vencendo os jogos.

– O Marquinho é um jogador jovem e é preciso ter paciência
com ele. O jogo estava muito truncado e ele não conseguiu articular as jogadas.

Optamos por um homem de lado de campo e o Jhon começou bem, confiante, mas
acredito que perdeu essa confiança depois que perdeu o gol. Tenho poucas opções
no meio-campo e preciso valorizar o jogador que entra, veste a camisa e se
dedica.

É lógico que se sente a diferença quando não se tem o Raphael Luz e o
Celsinho, mas é preciso dar força e moral para os atletas que estão jogando, pois
são eles que estão sendo responsáveis pelos últimos resultados.O Paysandu não perde desde novembro do ano passado,
quando foi derrotado por 3 a 1 pelo América-MG, na Série B do Brasileiro.

De lá
para cá, foram 17 jogos, com nove vitórias e oito empates. Apesar dos números, o time Alviceleste ainda não encontrou a formação ideal e costuma ser irregular
durante as partidas.

Dado Cavalcanti disse saber da falta de consistência
bicolor e espera uma melhora nas fases de decisões do Campeonato Paraense e Copa Verde.- Faz um tempo que nós perdemos rendimento.

Não
tenho motivo para não admitir isso, sou um cara realista e consciente. Qualquer
equipe sente a falta dos seus principais jogadores e isso está acontecendo com
o Paysandu.

O mais importante é que o torcedor entenda que, apesar das
ausências e problemas, estamos vencendo os jogos. Vamos ter mais
dificuldades, como contra o Águia, mas acredito que entraremos mais fortes nos momentos decisivos da Copa
Verde e do Estadual com retornos como Betinho, Celsinho, Luz e Raí.

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Fonte: Globo Esporte