Mesmo que o discurso seja de prestígio ao trabalho de Argel com a reformulação e o rejuvenescimento do elenco na temporada 2016, o Inter vê o sinal de alerta aceso. O empate com o Fluminense e a consequente eliminação na Primeira Liga após disputa de pênaltis na noite de quarta-feira fez o treinador igualar sua pior sequência sem vitória à frente do time: são quatro jogos. Apesar do notório decréscimo de rendimento da equipe, o treinador mostra-se firme em suas convicções e garante que a pressão do momento não lhe “tira o sono”.

LEIA MAIS> Treinador vê jogo equilibrado com Flu> Direção garante apoio a Argel> Vitinho minimiza erro nos pênaltisHá sete meses no comando do vestiário colorado, Argel penou por uma vitória na segunda quinzena de setembro do ano passado. Enquanto empatou com o Figueirense e perdeu para o Santos pelo Brasileirão, somou apenas um ponto no mata-mata da Copa do Brasil diante do Palmeiras (empate no Beira-Rio, derrota em São Paulo).

Marcou cinco gols e contabilizou dois pontos.Dessa vez, o jejum é o mesmo, com a diferença de o Inter não ter perdido nenhuma das quatro partidas (somou quatro pontos).

Manteve a igualdade no placar contra Grêmio, São Paulo-RS, Lajeadense e Fluminense no mês de março. Contudo, o time marcou somente três gols.

Para Argel, a leitura desta situação pode ser feita com outra perspectiva.Se não ganhamos quatro (jogos), também não perdemos quatro.

Depende do ponto de vista. Se a gente ganha o jogo de sábado, estaremos a cinco sem perder– Se não ganhamos quatro (jogos), também não perdemos quatro.

Depende do ponto de vista. Fizemos três partidas fora de casa.

Se a gente ganha o jogo de sábado (contra o Novo Hamburgo), estaremos a cinco sem perder – ressaltou, para depois emendar: – Estou no futebol há 25 anos. Há oito, sou treinador.

Aqui no Inter, desde o dia que cheguei, já estou pressionado. Isso não vai tirar meu sono, não vai tirar nossa diretriz de trabalho.

Com quatro desfalques para enfrentar os cariocas (Alisson, Paulão, Fernando Bob e Rodrigo Dourado), Argel retornou ao 4-4-2 em losango que caracterizou o time na reta final do ano passado. Apostou na entrada do jovem Silva como primeiro homem do meio-campo e voltou a escalar Alex entre os titulares.

O sistema de jogo ruiu em 29 minutos, quando Osvaldo empatou o placar em Brasília, em momento de supremacia carioca. Marquinhos substituiu o garoto, e a equipe se estruturou em um 4-2-3-1.

– Vimos que não estávamos conseguindo fazer a marcação sob pressão no Gerson. Chamei o Marquinhos antes do gol do Fluminense, porque era uma questão de tempo.

Aí a gente conseguiu equilibrar mais o jogo no 4-2-3-1, espelhando a forma como o adversário vinha jogando. O Fabinho também conseguiu diminuir os espaços do Gerson – explicou Argel.

A direção colorada lamentou a eliminação na semifinal da Primeira Liga, mas tratou de valorizar o Gauchão. O Inter enfrenta Novo Hamburgo e Brasil-Pel, em sequência, no Beira-Rio.

O vice de futebol Carlos Pellegrini garantiu que o treinador segue prestigiado no comando e reafirmou que a oscilação da equipe era prevista. Por outro lado, admitiu que será necessário qualificar o elenco.

– Tínhamos que fazer a reformulação para saber o que precisávamos. Vamos chegar à final (do Gauchão) e dsiputá-la.

Vamos qualificar o time. Temos que ter calma.

Esse início de ano seria asism. Vimos coisas boas.

Temos certeza que estamos no caminho certo. Precisamos encorpar o time.

Estamos próximos de concluir o processo. São nomes qualificados – atestou Pellegrini.

No próximo sábado, o Inter recebe o Novo Hamburgo, às 16h, no Beira-Rio. Os colorados ocupam a quinta posição na tabela do Campeonato Gaúcho, com 17 pontos.

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Fonte: Globo Esporte