Peça importante na recuperação do Novo Hamburgo no Campeonato Gaúcho, o atacante William Saldanha, 27 anos, acredita que a equipe pode “bater de frente” com o São José-RS nas quartas de final, neste sábado. Nascido em Porto Alegre, o jogador, que já tem cinco gols no torneio (quatro deles nos últimos quatro jogos), se divide entre a capital gaúcha e a cidade do Vale do Sinos. Se passar para a semifinal, pode enfrentar o Inter e o técnico Argel, que o descartou do Avaí no passado.

Adepto da velocidade, já atuou até como lateral-direito no início da carreira.LEIA MAIS> Confira os confrontos das quartas de final do Gauchão> Os prós e contras de quem desafia a dupla Gre-NalAo lado da mulher Adriana e do filho Lorenzo, de três anos, Saldanha costumava percorrer os cerca de 40 quilômetros entre uma cidade e outra para frequentar os treinos.

Por iniciativa de Adriana, a família agora também mantém um apartamento alugado em Novo Hamburgo:– Senão, íamos gastar todo o salário dele em gasolina – justifica Adriana ao GloboEsporte.comProcuradora do marido desde a época em que ele atuava pelo Ypiranga-RS, entre 2014 e 2015, Adriana está feliz com o novo momento de Saldanha.

Saído das categorias de base do Grêmio, com passagens por Yokohama Marinos, Grêmio Barueri e Avaí, brigar pela artilharia é uma novidade para o jogador. – O Abel Ribeiro chegou e disse que atacante tem que jogar perto do gol.

A bola está sobrando e eu estou guardando. Fazia tempo que eu não marcava com tanta frequência – comemora Saldanha.

De atacante a lateralSaldanha surgiu como atacante na base do Grêmio. Quando chegou ao Barueri, passou a quebrar o galho na defesa quando o time precisava.

– Lá eu também era atacante, mas quando havia a necessidade, era escalado na lateral direita. A facilidade em jogar pelo lado do campo ajuda a explicar os poucos gols pelo Ypiranga-RS.

Mesmo atuando mais adiantado, Saldanha cumpria funções táticas defensivas. Obrigado a voltar para marcar o lateral adversário, fez apenas dois gols em 29 jogos.

 Logo que saiu das categorias de base, Saldanha teve a oportunidade de jogar no Japão. Por orientação do empresário, foi para o Yokohama Marinos, onde permaneceu por apenas seis meses.

– No segundo mês, eu já queria voltar. Tive problemas com a língua e com a comida.

Era só peixe. Ainda bem que tinha McDonald’s – brinca.

Posso ficar no Novo Hamburgo para jogar a Série D. Mas ainda não falaram nada comigo.

Talvez estejam esperando terminar o campeonato para fazer um contato Com contrato até o fim do Gauchão, Saldanha ainda não sabe o que vai fazer depois do torneio. O atacante afirma que já recebeu sondagens de clubes da Série C.

– Também posso ficar no Novo Hamburgo para jogar a D. Mas ainda não falaram nada comigo.

Talvez estejam esperando terminar o campeonato para fazer um contato.Se bater o Zequinha, o Novo Hamburgo encara o vencedor de Inter e São Paulo-RS, que jogam no domingo.

O possível reencontro com Argel anima a esposa Adriana. Em 2012, Saldanha estava no Avaí, na época comandado pelo atual técnico colorado.

– Veio uma proposta de outro time de Santa Catarina e ele disse: “Saldanha, é melhor tu ires para poder jogar, porque, aqui, não vai dar”. Tomara que se encontrem na semifinal e o Saldanha faça um gol – define Adriana.

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Fonte: Globo Esporte