Quarta-feira, 23/03/2016 às 21:20

por Marcelo Cavalcante
A construção da Arena Pernambuco, assim como a realização da Copa do Mundo em 2014, poderia simbolizar um divisor de águas no futebol do Estado. Pensava que, tendo um palco moderno, com o aval da Fifa, recebendo jogos internacionais, poderíamos uma nova concepção de fazer futebol. Mas era impossível acontecer quando tudo foi feito sem transparência (afinal, quando se questionava sobre valores, ninguém respondia, alegando ter assinado um acordo de confecialidade), sem um planejamento de melhorias (nunca se pensou em evoluir a proposta de melhorar a acessibilidade – não saiu da teoria) e com pouca campanha para adaptar o torcedor para a mudança.

 
No primeiro momento, o torcedor do Náutico se encheu de orgulho ao ver o clube assinar contrato com o Consórcio Arena Pernambuco para mandar seus jogos no estádio em São Lourrenço da Mata. Tanto orgulho que passaram a chamar o estádio de Arena Timbu, a contra gosto dos gestores da arena.

Hoje, a história é bem diferente. Sem ver evolução na acessibilidade ao estádio e não tendo vantagens parar ir à Arena Pernambuco, andam na contramão da modernização.

E não é culpa deles. O peso está nas costas de quem conduziu o processo sem se adequar às necessidades do torcedor.

A relação da Arena e da torcida sempre foi fria, distante. Na tarde de hoje, os torcedores do Náutico fizeram protesto na porta do estádio dos Aflitos, tornando o trânsito da avenida Rosa e Silva e o entorno num verdadeiro caos.

Querem voltar a ver o time jogando nos Aflitos. Um protesto desnecessário.

Até porque o conselho deliberativo, após a reunião extraordinária, aprovou por unanimidade a volta dos jogos do Náutico aos Aflitos.  Mas tudo vai depender da oficialização da quebra de contrato do Governo do Estado com o Consórcio Arena.

Até agora, essa quebra aconteceu apenas para a imprensa, já que a assessoria de imprensa do Estado divulgou nota oficial para informar a decisão. Mas a Arena não foi notificada.

Vá entender. E mais: o Náutico ainda espera ser ressarcido por conta dessa quebra de contrato.

 Se o Náutico já decidiu voltar para os Aflitos e Sport e Santa Cruz não demonstram o mínimo interesse em mandar seus jogos para São Lourenço da Mata, fica  a pergunta: qual o futuro da Arena Pernambuco?

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Fonte: Globo Esporte