por

Manuela Andrade

Publicado às

03:37 de
26/03/16

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Estive presente na Arena Pernambuco, para assistir ao jogo válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia e escrevo esse texto na perspectiva de torcedora da Amarelinha. O que vi em campo? Um equipe com o peso de carregar cinco Mundiais, com pouquíssima técnica; contra uma Seleção cheia de vontade.
Ao ver a escalação, lembrei-me do quanto discordo de algumas posturas tomada pelo técnico Dunga, pois algumas destas alteram completamente o estilo de jogo de seus atletas, expondo-os a uma nova experiência; e sabemos bem que a Seleção Brasileira não se encontra numa posição favorável na tabela para que sejam feitos experimentos, como foi o caso do posicionamento do Neymar, no jogo de hoje, que acabou exercendo a função de um “camisa 9”.

Também discordei da escolha do atleta Renato Augusto para a titularidade, não creio que ele, jogando onde está (China), esteja apto para atuar numa partida tão importante, como foi a desta Sexta-Feira (25), por questões de ritmo de jogo e entrosamento.
Ao início do jogo pude notar o quanto o posicionamento do Neymar atrapalhou no desempenho da equipe: ele ficava muito preso na frente e não conseguia ritmar as jogadas.

Essa queixa também se fez por diversos outros torcedores que me rodeavam.
Mesmo com o gol, a defesa brasileira parecia nervosa, mas com o desenrolar da partida pude concluir que não se tratava de nervosismo e sim de desarranjo.

Se tem um setor a ser criticado com mais ênfase, esse setor é a defesa: mesmo sendo fã do David Luiz, não tenho como o defender, partida digna de ser esquecida, pouquíssimos acertos, quase nenhuma roubada de bola, faltas inocentes que poderiam comprometer o resultado, volta ao setor de origem lenta… Sinceramente, não consigo achar um ponto tático ou técnico, na partida de hoje, para elogiá-lo; e o mesmo se aplica ao seu companheiro de posição, Miranda, que praticamente passou desapercebido na partida, não conseguia repor sequer uma bola, nenhuma eficiência na marcação. Posso dizer que a zaga esteve “aberta” durante boa parte da partida.

Crítica que também se aplica ao lateral-esquerdo Filipe Luís, que por muitos foi chamado de “chupa sangue”, devido a sua pouca participação eficaz no jogo. Se tem um jogador de defesa que pode se safar das críticas, é o lateral-direito Daniel Alves, afinal do lado dele é que foram criadas as melhores jogadas da partida.

De maneira geral, escolhendo um atleta Brasileiro para receber elogios, este seria William: armou diversas jogadas perigosas, senão as mais perigosas do jogo. O que me leva a outro ponto: Por que Renato Augusto foi eleito o “monstro” da partida? Não sou capaz de responder, afinal além do gol, não o vi como jogador chave.

Sinceramente, ou Dunga revê as questões táticas da equipe ou realmente acho que não veremos nossa Canarinha como participante da Copa de 2018.

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Fonte: Torcedores.com