A
decisão ainda não foi tomada, mas a tendência na CBF é que Dunga e
Gilmar Rinaldi sejam mantidos nos cargos de técnico e coordenador de
seleções, pelo menos até a Copa América Centenário, a ser disputada em junho, nos Estados Unidos. O comando da Seleção para as  Olimpíadas, porém, ainda não está tão
claro.Dunga e Gilmar estão em reunião na tarde desta terça-feira com a cúpula da CBF e receberam
o que pode ser entendido por um lado como um “voto de confiança” e, por
outro, como um “ultimato”.

Ao mesmo tempo em que garantiu seus empregos
até a Copa América, a dupla também recebeu uma carga extra de cobrança.Na
noite de segunda, véspera da reunião com a CBF, Gilmar Rinaldi
declarou ao canal “Fox Sports” que Dunga será o técnico das Olimpíadas,
com Rogério Micale como auxiliar.

Micale é o técnico que dirigiu os
últimos amistosos da seleção sub-23, que disputará os Jogos reforçada de
três atletas com mais de 23 anos.Para
a CBF o planejamento olímpico ainda não está tão definido.

A Copa América não é prioridade para a entidade, que coloca os Jogos do Rio e a busca pela inédita medalha de ouro à frente. Nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, a Seleção
ocupa apenas o sexto lugar –
hoje, fora da zona de classificação para o Mundial da Rússia.

Os últimos empates com Uruguai (2 a 2, no Recife) e Paraguai (2 a 2, em Assunção) aumentaram ainda mais a pressão sobre Dunga. Se o
desempenho apresentado na Copa América for ruim, o técnico das Olimpíadas
pode não ser o capitão do tetra.

Reunião gera apreensão no CorinthiansO encontro de Dunga com a cúpula da CBF nesta terça movimentou também o Corinthians: como Tite seria um dos favoritos para assumir a Seleção em caso de mudança de técnico, a diretoria do Timão está na expectativa se a decisão da CBF vai afetar o futuro do clube.A apreensão é
grande entre os dirigentes alvinegros que viajaram com a delegação até Bogotá,
na Colômbia.

Mesmo assim, eles se mostram confiantes. Boa parte deles acredita
que, se Dunga for demitido, Tite rejeitará o convite para assumir a vaga.

Em livro, o técnico admitiu que recusou dois convites para conversas no ano passado.
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Fonte: Globo Esporte