por

Frank William Toogood

Publicado às

18:01 de
24/03/16

20 leituras

Não dá para negar ou mascarar o que aconteceu  no jogo. Todo vimos. E vimos SETE vezes.

Que o jogo seria complicado, ninguém tinha dúvidas. Que Neymar e Thiago Silva fariam falta, idem.

Mas não aquilo.
30 minutos foram suficientes para o amor ser desamarrado da chuteira.

90′ para o desastre. Müller, Klose, Kroos e Kroos de novo.

Khedira. Schurrle e Schurrle pela derradeira vez.

Oscar apareceu no apagar das luzes para tirar o zero do nosso lado do placar.
Choque e consternação no Mineirão e nas casas de cada brasileirinho grudado na televisão.

Nós éramos as noivas abandonadas no altar durante a cerimônia de casamento. As rosas do buquê se desmancharam e as pétalas atravessaram os dedos.

Atravessaram o coração. Misericórdia, seu juiz!
Durante o jogo a gente concluía que o certo era entrar com os 3 volantes (Paulinho, Luis Gustavo e Fernandinho) em vez do menino Bernard.

Proteger mais o meio campo, ter posse de bola. Mas, sinceramente? Acho que nem isso adiantaria.

Mesmo com essa escalação, o Brasil ainda teve mais posse de bola e obviamente não adiantou nada.
A Alemanha era um ENORME time.

Também passou por suas dificuldades naquela Copa (das Copas). Cresceu.

Cresceu de dentro para fora, com estádios lotados, Bundesliga forte. Categoria de base.

O purgatório, para eles, é uma lembrança distante.
Ainda hoje procuramos os “culpados”.

São muitos. Mas se é para apontar o dedo para alguém, que não seja para Júlio César, Marcelo, David Luiz, Dante e Maicon; Fernandinho, Luis Gustavo, Oscar, Bernard, Hulk e Fred.

Até Neymar e Felipão. A eles eu agradeço pelos grandes momentos de diversão e até de um masoquista sofrimento – ver o Brasil na Copa e gostar disso? É masoquismo!
O “7 a 1” entrou para história do futebol do Brasil como o evento que poderia catalisar mudanças.

A água no fundo do poço. A lama do atoleiro.

Mas a cada eleição fajuta na CBF, a cada regulamento esdrúxulo aceito pelos times, a cada calendário mal elaborado, o “7 a 1” volta, porque o “7 a 1” é eterno.
A devassa recente na FIFA e em seus dirigentes certamente nos fez andar alguns passos, mas não nos enganemos.

A estrada ainda é longa e, a qualquer momento, ele pode aparecer novamente. A entidade que nos assombrou em 2014 e que continua nos assombrando.

Chegaram de novo… Virou passeio… Sim, ele…
O gol da Alemanha.  

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Fonte: Torcedores.com