por

Eduardo Caspary

Publicado às

17:25 de
25/03/16

914 leituras

Cerca de 40 torcedores enfrentaram o tempo ruim de Porto Alegre nessa sexta-feira (25) para protestarem no estádio Beira-Rio. Foram demonstrar aos jogadores e à diretoria o óbvio: do jeito que está, não pode ficar. Sem vencer há quatro jogos, em 5° no Gauchão e eliminado na semifinal da Primeira Liga, o Inter parece próximo de mergulhar numa crise ainda maior porque reluta em mudar.

Mudanças se mostram necessárias em um time que se apresenta sem rumo. Abaixo, listamos cinco caminhos:
DEMISSÃO DE ARGEL FUCKS
Argel teve o grande mérito de recuperar um Inter absolutamente em baixa no ano passado após a eliminação na Libertadores e a derrota por 5×0 no Gre-Nal.

Resgatou nomes como Paulão, Nilton e Vitinho e fez o time brigar pelo G4 até a última rodada do Brasileirão. Mas os resultados vinham mais na base da empolgação e da imposição física do que, propriamente, por merecimento.

Sob o comando de Argel, contam-se nos dedos os jogos em que o Inter foi melhor que o adversário, jogou bem e mereceu o resultado. O início de 2016 é mais do mesmo.

Não se pode considerar que o time esteja mal escalado, o que torna ainda mais grave as más atuações. É hora de trocar o comando técnico.

CONTRATAÇÃO DE MARCELO OLIVEIRA
É bem verdade que Marcelo Oliveira decepcionou no comando do Palmeiras, mas foi com ele no comando que o Porco venceu a Copa do Brasil de 2015 e se credenciou para a disputa da Libertadores desse ano. Em três anos, Marcelo tem três títulos nacionais e um currículo invejável entre os seus pares.

Com jogadores até certo ponto desconhecidos e sem nenhuma estrela, em caso semelhante ao plantel do Inter na atualidade, fez do Cruzeiro um grande time em 2013 e 2014, conquistando com muitos méritos o bicampeonato brasileiro. O momento é de Marcelo Oliveira no Inter.

SAÍDA DO DIRETOR CARLOS PELLEGRINI
Não se pode colocar em dúvida a determinação e a vontade do vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, em fazer um bom trabalho e querer acertar. Mas não está conseguindo – e não é de hoje.

Apresenta um discurso fora da realidade e irrita os colorados pela insegurança no cargo que exerce. Uma hora, o planejamento é apostar na base.

Em outra, a necessidade é por reforços experientes. O Inter encontra-se perdido porque não tem estratégia, não tem planejamento e não tem discurso.

Isso tem que ser marcado na comanda da direção.
APOSTA EM TINGA COMO EXECUTIVO
A lucidez nas entrevistas, a clareza nas ideias, o recente convívio com treinadores, dirigentes e jogadores do país e do mundo e a identificação com o Internacional credenciam Tinga a exercer uma função que no momento é esquecida no Beira-Rio.

O ex-volante, como executivo de futebol e elo entre elenco, comissão técnica e diretoria, poderia ser o ponto de partida para uma gestão mais profissionalizada e sintonizada com as exigências do futebol de hoje. No Inter, Tinga poderia trilhar um caminho parecido com o de Edu, igualmente ex-jogador, que atualmente é homem forte na diretoria do Corinthians.

Além disso, Tinga e Marcelo Oliveira, uma potencial nova dupla para o comando do futebol colorado, se conhecem bem dos tempos de Cruzeiro.
AFASTAMENTO DE ANDERSON
As péssimas atuações obrigam o Inter a repensar Anderson.

O rendimento em campo é absolutamente abaixo daquilo que se esperava quando chegou ao clube no início de 2015. Dessa vez, a justificativa do longo período inativo não serve mais.

Assim como os demais companheiros, o meia fez toda a pré-temporada com o clube e tem tido a tão desejada sequência de jogos. Nem isso tem feito o jogador, que custa 500 mil reais mensais, apresentar bom futebol em campo.

.

Fonte: Torcedores.com