O Paraná prepara-se para encarar uma sequência de jogos decisivos. Nos próximos dois finais de semana, ele enfrenta o Foz do Iguaçu pelas quartas de final do Campeonato Paranaense. Além disso, na próxima quarta-feira, o Tricolor pega o Estanciano, de Sergipe, na estreia na Copa do Brasil.

Se não vencer por dois ou mais gols de diferença, ele fará o jogo de volta no próximo dia 21, na Vila Capanema. Apesar disso, o técnico Claudinei Oliveira descarta priorizar uma competição.

Com o grupo enxuto, ele garante força máxima em todos os jogos:- O jogo da Copa do Brasil não veio para nós no momento ideal, né? Seria
melhor se tivéssemos tido esse jogo entre esses jogos aí, talvez entre
Foz e PSTC ou mesmo antes, porque já estávamos com a situação definida.
Todos os jogos são decisivos a partir de agora.

Então, o desgaste da
viagem pode pesar um pouco. Mas vamos fazer a melhor logística, vamos
encarar o time do Estanciano da melhor forma.

Não pode se dividir, na
realidade. Temos o grupo enxuto e vamos com força máxima em todas as
competições.

Não dá para escalar um time A aqui e o B ali. Temos que
escalar o que temos de melhor e, voltando lá de Sergipe, a gente vê se
vai precisar poupar alguém para o segundo jogo do mata-mata, mas acho
difícil – falou o técnico em entrevista exclusiva ao programa Globo Esporte, da RPC, desta sexta-feira.

Para o duelo com o Foz, inclusive, Claudinei Oliveira tem todos os jogadores à disposição. O lateral-direito Dick, o zagueiro Alisson, o meia Nadson e o atacante Robson voltam após cumprir suspensão.

Dick fica no banco de reservas; os outros três serão titulares.O jogo do Paraná contra o Foz está marcado para 18h30 (horário de Brasília) de domingo, no Estádio do ABC.

O provável Tricolor conta com Marcos; Nei, Zé Roberto, Alisson
e Fernandes; Jean, Lucas Otávio, Nadson e Válber; Robson e Lúcio Flávio.Confira tambémConfrontos das quartas de final do Campeonato ParanaenseIngressos à venda para o primeiro jogo das quartas de finalAlisson minimiza tropeços, mas alerta: “Se oscilar, cai fora”Paraná Clube mira contratações pontuais para a Série BCom sua melhor campanha desde 2000, com seis vitórias, três empates e duas derrotas em 11 jogos, o Paraná vive grande fase.

Claudinei Oliveira cita o trabalho feito no clube, a assimilação do grupo de jogadores e o apoio da torcida como decisivos para sucesso em campo:- Não tem segredo. É trabalhar.

Não tem muito segredo, é colocar em
campo aquilo que você pretende. Cada dia de treinamento, você procurar
colocar as situações de jogo e os atletas quererem.

Acho que o segredo é
este e os atletas estarem muito interessados em fazer acontecer. Às
vezes, você pega um atleta em uma situação que ele nunca tinha feito em
outro clube, em dois ou três treinamentos ele já está fazendo e está
fazendo bem.

Então, o interesse deles está fazendo a diferença. E acho
que, principalmente na nossa arrancada no campeonato, a participação do
torcedor, que entendeu e jogou junto com a equipe.

Deve ser uma das
melhores médias de público do Paraná nos últimos anos. A gente fica
feliz por isso – completou.

Confira outras declarações de Claudinei Oliveira ao programa Globo EsporteFazer história- A gente falava no começo do ano que queria fazer história no clube.
Conseguimos as cinco vitórias em sequência, o que nunca tinha
acontecido.

Aí este dado, a última campanha melhor é de 2000, quando
fizemos uma campanha melhor que esta. Então, são dados interessantes que
valorizam o trabalho não só meu e dos atletas, mas até do que a direção
do clube está se propondo a fazer, com um elenco mais enxuto, uma folha
de pagamento um pouco menor e conseguir, mesmo assim, manter uma equipe
competitiva.

Campanha surpreende?- De certa forma, não pela grandeza do clube, mas pela remontagem do elenco, montando uma nova equipe durante a competição, esperava que fôssemos ter mais dificuldades de conseguir o objetivo, que era ter uma classificação entre os quatro primeiros. Acho que o início nosso foi muito bom, os jogadores focaram bastante e tivemos seis vitórias em sete jogos, o que deu uma tranquilidade muito grande.

Como já prevíamos, teríamos dificuldades na reposição até porque tínhamos muitos jogadores jovens no elenco. Então, a equipe caiu um pouco de produção, mas é algo natural.

Agora, tem que ter uma boa retomada para o mata-mata.Discurso no início do ano- Lembro que falei que a gente tentaria ganhar todos os jogos, que brigaria por todas as vitórias, mas dizia na época e mantenho hoje: para o Paraná Clube, para a história e para o reerguimento do clube, é mais importante talvez um quarto lugar na Série B do que o título (estadual).

Mas isso não quer dizer que não vamos brigar para chegar na final e para conquistar o título. Vamos brigar por todas as vitórias.

Se conseguirmos todas as vitórias, seremos campeões. Não conseguimos todas, mas conseguimos seis em 11 jogos, o que é muito bom.

Daqui para frente, vamos brigar para conseguir as classificações e tentar chegar na final para ter este bônus: além de brigar pelo acesso, conseguir alguma coisa um pouco antes do que a gente esperava.Caminho até a final- A gente trabalha, no futebol, para jogar os grandes jogos.

Não que os outros não sejam importantes. Eu falei na primeira entrevista: se tivesse uma campanha boa contra os pequenos, chegaríamos bem.

E foi o que aconteceu. Não perdemos para nenhuma equipe considerada menor e conseguimos liderar a primeira fase.

Mas eu gosto, gostaria mesmo de pegar uma equipe forte, se possível fosse quartas de final o Londrina, semifinal o Atlético e final o Coritiba ou qualquer que seja a ordem. A gente vive os grandes jogos, mostra os trabalhos nos grandes jogos.

Se pegar uma sequência mais fácil e for campeão, vão dizer que você foi campeão porque não enfrentou nenhum dos outros.Confira mais notícias do esporte paranaense no globoesporte.

com/parana
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Fonte: Globo Esporte