Menos de um ano após ser
campeão paranaense, o Operário-PR amarga o rebaixamento no estadual. Nem a
vitória sobre o Foz do Iguaçu, por 1 a 0, no domingo (veja o gol no vídeo acima), evitou a queda do
Fantasma para a Divisão de Acesso. Ainda tentando identificar os erros
cometidos durante a campanha no Paranaense, a diretoria e o técnico Gerson Gusmão
– recém contratado – começam a planejar a sequência da temporada.

O próximo desafio do
Operário-PR é a Copa do Brasil. A equipe estreia na competição contra o
Criciúma, no dia 12 de abril, no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.

O
jogo de volta está marcado para o dia 28 de abril, em Santa Catarina. No
segundo semestre, o Fantasma participa da Taça Federação Paranaense de Futebol, que vale uma vaga para a Série D de 2017.

Auxiliar-técnico no time campeão paranaense em 2015, Gerson Gusmão voltou ao Operário-PR na vitória sobre o Foz do Iguaçu, agora como treinador. Apesar do pouco tempo de trabalho com o grupo, o técnico lamentou a queda, mas espera que o time tenha forças para sair dessa situação.

– É um momento muito triste para todos nós. Eu cheguei há quatro dias, mas estou sofrendo da mesma maneira.

O Operário-PR é um clube que não merecia isso, de maneira nenhuma. Temos que pensar bem, procurar reestruturar a equipe e o clube.

Não é fácil, haverá cobranças, é um momento que ninguém gosta de passar. Mas é um momento que vai passar também.

A partir de agora começa uma nova história no Operário-PR. Isso não quer dizer que o rebaixamento seja bom, isso nunca é bom, mas que sirva de inspiração para que o Operário-PR possa se reestruturar e se engrandecer – comentou o treinador.

Leia também:Confira a tabela do Campeonato ParanaenseVeja a tabela da Copa do BrasilPara Gusmão, o time tem um bom ambiente, mas apresenta alguns problemas, principalmente na parte da condição física. Na partida contra o Foz do Iguaçu, o treinador teve que fazer duas substituições por causa de contusão.

– O ambiente dentro do vestiário, desde que cheguei, é muito bom. Os jogadores são comprometidos e sabiam da responsabilidade que teriam contra o Foz do Iguaçu.

O rebaixamento não passa pelos últimos dois jogos. É nítido que o Operário-PR tem um problema na condição física.

A equipe não está legal fisicamente. Não estou culpando nenhum profissional, mas é fato isso.

Os jogadores acabam os jogos muito esgotados, com caimbras, um desgaste tremendo. Aconteceu alguma coisa nesse aspecto – lamentou.

O presidente do grupo gestor Amigos do Operário-PR, José Álvaro Góes Filho, assumiu a responsabilidade pela queda apontou alguns erros durante a competição. Entre as falhas, Góes Filho avaliou de forma negativa as passagens dos dois primeiros técnicos da equipe no Paranaense, Antonio Picoli e Claudemir Sturion.

Além deles, a equipe foi comandada por Joel Preisner e Gerson Gusmão, um jogo cada.Pretendemos manter o elenco para a Copa do Brasil, precisamos fazer bonito e representar bem a cidade de Ponta Grossa”– Foi uma série de fatores.

A contratação do Picoli foi uma coisa que não deu certo, não que o Picoli tenha ido mal, mas a comissão técnica dele deixou muito a desejar. Após ele, o Sturion, esse foi a gota d’água.

Várias coisas foram feitas e nos deixou na posição que estamos. Goleada para o Coritiba, para o Rio Branco-PR.

Toda essa fase Sturion, na minha opinião, foi a pior de todas, foi onde o Operário-PR pecou. Foi uma somatória que acarretou nessas coisas que aconteceram e o Operário-PR está na segunda divisão – analisou.

Apesar da queda, a expectativa é manter o elenco para a disputa da Copa do Brasil. Para isso, uma reunião será feita com a comissão técnica, para saber se algum atleta será dispensado e também para definir possíveis contratações.

– Se caímos hoje, pode ter certeza que nós vamos levantar.
Temos a Copa do Brasil, temos Taça FPF, que nos dá a garantia de uma vaga na
Série D do Brasileiro.

Não dá para dispensar jogador nenhum. Agora é fazer um
planejamento e o Gerson vai definir se vamos mandar algum jogador embora ou
trazer algum jogador.

Pretendemos manter o elenco para a Copa do Brasil, precisamos
fazer bonito e representar bem a cidade de Ponta Grossa – disse o dirigente.Confira mais notícias do esporte paranaense no globoesporte.

com/parana 
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Fonte: Globo Esporte