O Brasil fará seu sexto jogo nas eliminatórias da Copa do
Mundo de 2018 nesta terça-feira, às 21h45, contra o Paraguai. O terceiro sem
Neymar. Mais uma vez por suspensão, o atacante será o principal desfalque da
equipe.

Em competições, a equipe vai disputar o décimo jogo com Dunga, sem seu maior jogador em metade deles. Um fato incômodo que tem se tornado recorrente.

 Se antes o craque tinha
assiduidade quase total, sempre entre os titulares e sendo decisivo, ele agora
acumula, desde o início de 2015, mais cartões do que gols pela Seleção.Nos 10 jogos que participou nesse período de um ano, o capitão marcou quatro gols e
foi advertido seis vezes pelos árbitros – cinco cartões amarelos e um vermelho.

A partida de Assunção, fundamental, já que pode tanto aproximar o Brasil dos
líderes como jogá-lo para sexto ou sétimo na tabela de classificação,
dependendo de outros resultados, será a quinta sem a presença de Neymar por
conta de suspensões.No Barcelona, a situação é bem diferente: ele soma 14 cartões (e somente amarelos)
desde o começo de 2015.

E são 52 gols – 25 em 2015 e 27 em 2016. Na última sexta-feira, Neymar recebeu o segundo amarelo do
torneio classificatório para o Mundial, o suficiente para ficar suspenso.

Liberado do grupo, assim como o zagueiro David Luiz, outro que não tem
conseguido emplacar uma sequência de jogos com Dunga, o atacante do Barça
curtiu a noite de sábado numa balada em Santa Catarina. Questionado sobre o comportamento de seu capitão, o técnico evitou críticas e ressaltou que não pode esperar que a atual geração se comporte da mesma maneira que a sua.

– Temos que respeitar individualidades, as gerações mudam bastante. Hoje tem redes sociais, os jogadores do meu tempo não tinham essa exposição quando começavam a ter ascensão social.

Hoje, o que um jogador faz sai no mundo todo depois de dois segundos. Não posso querer que os jogadores tenham o mesmo comportamento, joguem ou pensem da minha forma.

O mais importante é que ele jogue o melhor possível quando estiver dentro da Seleção, tirar o melhor dele para que nós consigamos excelentes resultados

– afirmou.Na Copa América do ano passado, a expulsão na derrota para a
Colômbia (veja no vídeo) custou um gancho de quatro jogos, cumprido metade no próprio torneio e
outra metade nas primeiras rodadas das eliminatórias.

Na ocasião, seu
descontrole após o apito final foi relatado pelo árbitro chileno Enrique Osses
na súmula. Membros da comissão técnica da CBF admitiram que tentaram segurar o
jovem, em vão.

O último gol de Neymar pela Seleção foi marcado no dia 8 de
setembro. Ele fez dois na goleada por 4 a 1 sobre os Estados Unidos.

Como a
equipe só voltará a jogar no dia 29 de maio, um amistoso novamente no país
norte-americano, o craque chegará a pelo menos oito meses sem comemorar um
golzinho sequer, tempo recorde em sua trajetória artilheira pelo Brasil. Nas estatísticas, são três cartões – dois amarelos e um vermelho – e quatro gols do começo de 2015 até o momento com a amarelinha.

Se ele não for convocado para a Copa América Centenário,
então, algo que ainda está em discussão, pois pode ser um contrapeso à sua
liberação pelo Barcelona para a disputa das Olimpíadas, em agosto, o camisa 10
só voltará a campo no fim de julho.Embora ninguém fale abertamente, pois todos entendem que o
sucesso do Brasil nos próximos anos está muito ligado ao desempenho de Neymar,
esse excesso de cartões, muitos considerados desnecessários, preocupa a
comissão técnica.

O técnico Dunga, por exemplo, já respondeu mais de uma vez
que gostaria de ter o jogador tranquilo, mas que é impossível não se deixar
afetar, ainda que minimamente, pelos problemas pessoais. O jogador,
recentemente, foi considerado culpado por sonegação de impostos.

Ele e seu pai
são ainda alvos de outras investigações na Espanha.

Sem Neymar, o Brasil pegará o Paraguai nesta
terça-feira, às 21h45, em Assunção, com transmissão da TV Globo, do SporTV e do
GloboEsporte.

com, que também vai acompanhar em Tempo Real. 
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Fonte: Globo Esporte