Depois de um primeiro turno surpreendente, os jovens do Avaí caíram bastante de produção. As seis derrota seguidas, inclusive, fizeram o clube mudar o planejamento, demitindo o treinador Raul Cabral e contratando o velho conhecido Silas Pereira. Para o diretor de Esportes, Marcelo Gonçalves, há um problema de foco estabelecido na Ressacada.

Com passado como atleta no futebol e passagem pela Seleção, Gonçalves diz tentar colocar na cabeça dos mais inexperientes a importância de abdicar de algumas “coisas boas da vida” para garantir um sucesso na curta carreira de um jogador. –  Eu tenho conversado pontualmente com alguns, de mostrar a importância de estarem focados na profissão, para chegarem mais longe, ter reconhecimento do trabalho a nível nacional.

Já citei em diversas vezes o meu exemplo, o que tive de abrir mão na minha vida pessoal para poder ter sucesso na vida como atleta, é importante passar a experiência, porque é algo que se repete, a vida do jogador de futebol é igual para todos independente do tempo, temos que nos preparar, ser atletas ao pé da letra, nos privar das coisas boas da vida que podem nos desviar do foco, sabendo que é uma vida curta no futebol, limitada, e depois desse período abdicando você vai ter todo tempo do mundo para poder desfrutar outras coias boas.Para Gonçalves, a experiência de Silas, também como ex-atletas, é importante para complementar o discurso.

Servir de exemplo com a experiência dentro e fora de campo é mais um dos pontos que pesaram para a escolha do novo responsável pelo comando técnico.- O atleta tem que focar os 10, 15 anos de carreira, para poder ter reconhecimento, ser bem sucedido, bem remunerado, e depois ter condições de ter vida confortável para os familiares em função do reconhecimento enquanto atleta.

Quando você é jovem, às vezes se desvia o foco facilmente, então é preciso alguém que já tenha passado por isso possa cobrar. Isso é fundamental, é a vantagem do treinador que foi jogador em relação ao que não vivenciou o futebol dentro das quatro linhas.

Um dos exemplos de imaturidade vieram á tona também nesta semana. Um áudio do jovem volante Braga vazou na internet com fortes críticas à diretoria do Avaí, inclusive chamando de incompetentes e usando palavras de calão.

Gonçalves, no entanto, diz que toda situação foi tranquilamente esclarecida após o pedido de desculpas do jogador.- Isso é passivo de
acontecer.

Um desequilíbrio emocional em função de uma cobrança muito forte, e
entendemos. Lógico que foi uma atitude descabível e ele foi repreendido em
função disso, e vai servir de aprendizado para ele, mas entendemos.

Ele teve a
iniciativa de chegar direto na nossa sala, estávamos conversando
sobre o assunto, inclusive..

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Lamentou muito por ter cometido erro, se desculpou.

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A própria imaturidade levou a cometer a falha.
Conversamos, ficou tudo bem, ele mesmo se propôs a pedir desculpa publicamente.

Entre as críticas vazadas no áudio era de uma possível intervenção de “superiores” na escalação de Raul Cabral, quando ainda era técnico. Fato prontamente negado por Marcelo Gonçalves.

– Com referencia a interferência no trabalho do Raul: de maneira nenhuma, a gente
faz um trabalho alinhado com a comissão técnica, dividindo as situações do dia
a dia, fazemos reuniões mensais com avaliação de todo trabalho, ai vem o
trabalho no NIF (Núcleo de Inteligência no Futebol), que pauta essa reunião com números. A gente analisa individualmente
o rendimento de cada um, o coletivo, trabalho do departamento médico, os períodos de transição
pós-lesão.

O trabalho é feito em um planejamento estratégico, como é o fluxo de
contratações, os processos dentro do clube. 

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com/sc
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Fonte: Globo Esporte