O União Barbarense vive dias tranquilos após a classificação para a segunda fase da Série A2 do Campeonato Paulista, no último domingo. Porém, no início da temporada o Leão da Treze passou por problemas financeiros que colocaram à prova o planejamento. Da ameaça de boicote veio o incentivo para que o grupo ficasse cada vez mais unido, quando a cozinheira Tia Cida pediu que os atletas reconsiderassem a decisão de não enfrentar o Santo André.

Reflexo dessa união foi a rápida adaptação do lateral-direito Juan Melgarejo, de 21 anos, e do meia Braian Samudio, de 22 anos. Contratados por empréstimo em dezembro passado, os paraguaios conquistaram rapidamente o elenco do União.

Prova disso são os elogios que a dupla recebe dos companheiros, regado ao sabor do tereré (bebida típica do Paraguai) e ao som da cúmbia (música tradicional do país de origem). – Eles são muito queridos por todos.

Todo mundo aqui ajudou e deu o suporte que eles precisavam, já que estão muito distantes de casa – revela o volante Fabio Baiano.Desde o nosso primeiro dia no clube os companheiros nos trataram muito bem.

Fomos muito bem recebidosO meia Braian ressaltou o bom tratamento que ele e o compatriota receberam ao chegar ao clube. Os dois foram emprestados pelo 3 de Febrero, que atua na segunda divisão do Paraguai.

Apesar de mais tímido, Melgarejo faz questão de reconhecer o tratamento que o elenco deu aos dois estrangeiros.- Desde o nosso primeiro dia no clube os companheiros nos trataram muito bem.

Fomos muito bem recebidos – destaca o lateral.O meia, por sua vez, acredita que apesar dos problemas financeiros, a união dos atletas, comissão técnica e funcionários tem sido o principal fator para que o time alcance os bons resultados no Campeonato Paulista.

Para ele, um exemplo disso foi a sequencia de cinco vitórias seguidas obtidas em fevereiro, durante a primeira fase da Série A2.VEJA TAMBÉM:> Cara novas e reforços encorpam Barbarense para as quartas de final- Quando você sai do seu país é muito difícil deixar a família.

Mas
os outros companheiros (brasileiros)também saíram de suas
casas, então, compartilhamos tudo, comemos juntos e o
mais importante é que estamos fazendo o que mais gostamos que é jogar
futebol – conta. Os dois atletas devem ficar no União até o fim da Série A2, apesar de terem contratos até dezembro.

Segundo o gerente de futebol Maurílio D’elBoux, eles não devem retornar ao clube paraguaio, pois há sondagens de equipes brasileiras. Se seguirem no Brasil e a saudade da terra natal apertar, Braian já sabe como resolver.

– A tradição no Paraguai é tomar o tereré em círculo de amigos. Com ele e com a música (cúmbia) dá para pensar que estamos no Paraguai – brinca o meia.

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Fonte: Globo Esporte