Três pênaltis defendidos em dois jogos e atuações recentes convincentes. O crescimento de João Carlos com a camisa 1 da Ponte Preta fez a diretoria repensar a necessidade de um novo goleiro para o Campeonato Brasileiro. Em alta, João não apenas ganhou confiança, como também transmitiu segurança para todos no Majestoso, a ponto de o departamento de futebol esfriar as buscas no mercado por um nome de peso para a posição.

Felipe, ex-Corinthians e Flamengo e atualmente no Bragantino, seria o favorito. Desde a saída de Marcelo Lomba no fim do ano, a meta alvinegra era uma incógnita.

Sem conseguir opções à altura no mercado, a Macaca resolveu apostar em quem já estava no clube. Com o aval do preparador de goleiros André Dias, Matheus e João Carlos disputariam o posto.

Matheus foi o escolhido para a estreia, falhou em um dos gols, e o técnico Vinícius Eutrópio, sem consultar André Dias, resolveu sacar Matheus e escalar João Carlos na partida seguinte. VEJA TAMBÉM:> Ponte “zera” DM, ganha três opções para sábado e fica completa pela primeira vezDiante da insegurança transmitida pela troca – e também pela falta de ritmo, João Carlos também não foi unanimidade no começo, principalmente nas saídas pelo alto.

Aos poucos, ele foi evoluindo, tendo participações importantes e pegando firmeza para a sequência. O desempenho individual na derrota por 2 a 1 para o Corinthians, na última quarta-feira, consolidou a afirmação.

 Com o tempo, peguei mais confiança, fiquei mais à vontade, o sistema defensivo melhorou Apesar do resultado negativo, João Carlos saiu de campo como o principal destaque individual da partida, muito por defender os pênaltis de Luciano e Romero – antes, já havia para Edmilson no último domingo, na vitória sobre o RB Brasil. Além disso, apareceu bem com a bola rolando, em chutes de longe e uma finalização à queima roupa de Giovanni Augusto.

Antes criticado pela torcida, mostrou potencial e ganhou credibilidade junto à comissão técnica. Até por isso, a contratação de um goleiro saiu da lista de prioridades no Majestoso.

A função ainda conta com César, emprestado pelo Flamengo, que sequer estreou. – O ritmo de jogo contou um pouco lá atrás.

Sempre as primeiras três partidas são complicadas. Então, Santos, Linense e Botafogo foram difíceis.

Com o tempo, peguei mais confiança, fiquei mais à vontade, o sistema defensivo melhorou. Creio e torço para que a evolução, tanto minha quanto do time, aumente cada vez mais – disse o camisa 1 da Macaca, sempre com um discurso equilibrado, seja nos momentos de pressão ou na boa fase, como agora.

 
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Fonte: Globo Esporte