Padrão tático: 0Ayoví é o caminhoProtesto e pressãoO sábado à noite de Roger Machado foi de bastante trabalho no Equador. O técnico, acompanhado de seus auxiliares, esteve no Estádio Casa Blanca para observar de perto a derrota por 1 a 0 da LDU para o Deportivo Cuenca, pelo campeonato nacional. O GloboEsporte.

com irá detalhar ao torcedor gremista o que o comandante pode ver do desempenho do time equatoriano em campo. E também fora dele, já que a torcida realizou um protesto na porta do vestiário e deixou claro que o clima é péssimo, com direito a xingamentos direcionados aos atletas.

 A derrota manteve a LDU na penúltima colocação do Equatoriano, com sete pontos ganhos. É bem verdade que tem dois jogos atrasados, adiados por conta de partidas da Libertadores.

São duas vitórias, três empates e quatro derrotas, entre elas um 5 a 0 sofrido do Barcelona, de Guayaquil. Na Libertadores, soma apenas três pontos, da vitória na estreia, contra o San Lorenzo.

Depois, perdeu para Grêmio, e Toluca, duas vezes. LEIA MAIS> Fred leva a pior em dividida e deixa treino mais cedo> Geromel elogia carga de treinos: “É Libertadores”> Primeiras impressões na altitude animam o Grêmio01Padrão tático: 0O momento da LDU não é bom.

A troca no comando, com a saída de Claudio Borghi e a chegada de Alvaro Gutierrez, deixa claro isso. Mas, mais do que isso, a atuação vista no Casa Blanca foi muito ruim.

O time em campo não teve padrão tático e estava totalmente desordenado. Gutierrez não pode ficar na beira do campo porque não teve sua inscrição registrada na Federação Equatoriana.

O uruguaio armou a sua equipe com Domínguez; Romero, Quinteros, Ayoví e Estupiñan; Benavidez, Vega e Vera; Brahian Alemán, Morales e Puch. A equipe tinha Morales e Puch como homens mais avançados, mas sem referência no ataque.

Alemán atuou aberto no primeiro tempo, mas sem recompor como necessário. Foram pouquíssimas situações que a LDU conseguiu chegar ao gol do Cuenca a partir de jogadas trabalhadas, toque de bola e progressão em conjunto.

Sobraram iniciativas individuais de Alemán e Morales, principalmente. Bolas longas da defesa e tentativdas de diagonais às costas da zaga.

Além disso, mostrou descompactação. Estava com os setores muito divididos.

O que acarreta também em uma boa informação para o Grêmio: se for rápido, pode matar o jogo no contra-ataque. O Cuenca só não fez isso por pura falta de qualidade.

 01Ayoví é o caminhoA destacar a instabilidade de Ayoví. O zagueiro canhoto foi decisivo na derrota, já que errou em uma saída de bola e concedeu o gol do Cuenca, que também pouco mostrou.

A ponto de Domínguez deixar a meta e ir dar apoio ao companheiro após o erro. É um jogador que pode ser explorado pelo Grêmio.

Se pressionado, pode entregar a bola próximo do gol rival. Na segunda etapa, Gutierrez optou por ter um jogador centralizado no ataque.

Colocou Angulo e Padilla, este aberto pela esquerda, nas vagas de Puch e Vera. Morales recuou e centralizou, com Alemán atuando pela direita, com liberdade para se movimentar.

Uma formação mais próxima do 4-3-3. A LDU até passou a pressionar mais, com os dois laterais avançando bastante ao campo rival.

Alemán acertou a trave, Angulo perdeu dentro da área e Morales desperdiçou um pênalti. Ou seja, além da pouca interação entre os jogadores, a LDU também esteve em uma jornada ruim tecnicamente.

Como Gutierrez não pode estar na beira do campo neste sábado, estará pela primeira vez no banco de reservas contra o Grêmio. 01PROTESTO E PRESSÃO Além dos problemas táticos, o momento da LDU também é conturbado.

O Casa Blanca recebeu 8 mil pessoas apenas. A barrabrava Muerte Blanca cantou o tempo todo.

Mas nem sempre com palavras de apoio aos jogadores. No segundo tempo, puxou um cântico que foi repetido no protesto do lado de fora, na porta do vestiário.

 – Jogadores, vão se f..

., a ver se tenham culhões, não ganham de ninguém – em uníssono no estádio.

Talvez tenha sido o único momento que os torcedores “comuns”, na área social, tenham cantado algo. Na sequência, o pênalti perdido por Morales enervou ainda mais os ânimos.

Das arquibancadas, novo cântico: “Jogadores, vamos ver se podem ouvir. Pela camiseta da Liga, vamos a matar ou morrer”, dando um tom mais grave ao descontentamento.

Logo após o final da partida, os barrabravas se dirigiram para a porta do vestiário. Lá, repetiram os dois cantos, entre gritos e xingamentos direcionados até mesmo à imprensa.

O cinegrafista da RBS TV, Emanuel Da Ros, foi empurrado por um torcedor mais exaltado. A polícia agiu e imobilizou o equatoriano.

Logo em seguida, o movimento foi retirado do pátio do estádio. O clima quente é novidade na LDU.

Segunda jornalistas que acompanhavam o protesto, é a primeira manifestação do gênero nos últimos três anos. O que dá um peso ainda maior para o jogo com o Grêmio, na quarta, embora o clima já seja de pessimismo, por conta da situação complicada da LDU na tabela do Grupo 6.

Foram 8 mil pessoas ao estádio. Durante o jogo, se falava que se houvesse derrota, o que de fato ocorreu, o público seria ainda menor na quarta-feira.

No clube, porém, falam em 30 mil pessoas para o duelo com o Grêmio. Resta saber em quem farão a maior pressão.

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Fonte: Globo Esporte