A última rodada da primeira fase do Campeonato Cearense definirá os classificados às semifinais do certame. No domingo (10), três jogos, todos com início às 16 horas, definem quem avança para a próxima etapa. No entanto, os holofotes destacam as partidas de Ceará e Fortaleza.

O Tricolor encara o Guarani de Juazeiro, na Arena Castelão, enquanto o Vovô duela contra o Uniclinic, no Presidente Vargas. Eis a questão: com os jogos marcados para a Capital, no mesmo horário, e tomando por base os recentes episódios de confusão entre torcidas, como a Polícia Militar estaria planejando a segurança das torcidas? Com os recentes casos de violência entre as torcidas nos últimos Clássicos-Rei, o GloboEsporte.

com questionou Polícia e Federação Cearense de Futebol (FCF) sobre a preparação para a última rodada do estadual e possibilidades de mudanças de data para evitar eventuais confrontos entre torcedores no caminho para as praças esportivas.O Major Milton Sampaio, comandante do policiamento de eventos da Polícia Militar, explicou que já se pensa no esquema de segurança para a última rodada do Cearense desde que a tabela foi anunciada.

– A gente vem se preparando para esse final de semana desde muito antes de você imaginar. A tabela mudou bastante, mas nós estamos preparados.

Foi uma questão contratual, nós aceitamos. Achamos estranho, no começo, mas aceitamos.

Por isso, vamos precisar mobilizar um policiamento especializado. Explicamos que precisamos de um maior aporte de policiais para aumentar o contingente.

Porque uma coisa é ter um jogo do Ceará, outra é ter um jogo do Fortaleza e outra completamente diferente é ter jogo dos dois times, ao mesmo tempo, na Capital – explicou.>>> Torcedor morre em briga de torcidas no Clássico-Rei>>> Torcedora do Ceará e mascote do Fortaleza pedem paz em Clássico-ReiO comandante disse ainda que o número de policiais a ser disponibilizado em cada jogo irá depender “exclusivamente do plano de ação” das partidas.

– Vai depender de quantos portões serão abertos, da carga de ingressos. Sempre trabalhamos com o pior cenário, que é o de casa cheia.

A partir daí, pensamos no restante da operação. Sempre haverá riscos de confrontos.

As ações mais violentas são registradas em locais distantes dos estádios, como terminais, vias de acesso. Por isso que contamos com o policiamento ostensivo, o Ronda do Quarteirão, o Choque, o Raio.

Existe sempre o risco. Mas os riscos são calculados – completou.

Fala, FCFO diretor de competições da FCF, Marcos Augusto, explica que a tabela foi montada levando em consideração a igualdade de condições entre as equipes na última rodada. Se os jogos definem os semifinalistas do certame, nada mais justo que serem no mesmo horário.

– Não é uma questão de que a Federação não pode mudar as datas. É uma questão de condição técnica.

Tem que dar condições iguais para todo mundo. Eles precisam jogar no mesmo horário.

Jogando um contra o outro daria problema? Se o raciocínio for esse, tem que acabar com os clássicos – explicou.O diretor alertou, por fim, que a FCF não deve mudar datas por receio de confronto entre torcidas.

– Não haverá mudança de data ou horário. Vamos tentar raciocinar.

É mais perigoso as torcidas juntas ou separadas? Não faz sentido – concluiu.O Fortaleza encara o Guarani de Juazeiro às 16 horas, no Castelão.

No mesmo horário, o Ceará entra em campo para lutar por uma vaga nas semis contra o Uniclinic. O GloboEsporte.

com acompanha todos os detalhes das duas partidas meia hora antes de a bola rolar, em Tempo Real.
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Fonte: Globo Esporte