entenda o casoA Federação
Bahiana de Futebol divulgou no início da noite desta segunda-feira, uma nota
oficial sobre o caso VR3. No texto, a FBF reafirma que o jogador foi contratado
pelo Vitória por meio de transferência nacional:- [..

.] Se
tratou de transferência nacional, pois o ITC (Certificado de Transferência
Internacional) já estava no Brasil, uma vez que, após ter tido o seu vínculo
com o Palmeiras/SP encerrado em 31 de dezembro de 2015, o jogador não retornou
para o Monterrey, clube mexicano detentor dos seus direitos federativos e
econômicos, que, inclusive, não solicitou o apontado retorno.

Na nota, a
FBF garante que a CBF confirmou o caráter da negociação e anexa cópia de um
e-mail trocado com o diretor de registros da entidade máxima do futebol,
Reynaldo Buzzoni, no último domingo:-
O jogador pertence ao Monterrey do México e estava emprestado ao Palmeiras. O
clube do México não pediu o retorno dele e emprestou o jogador para o Vitória.

Foi
uma transferência nacional, pois o ITC estava no Brasil. Qualquer coisa me liga
– diz o texto.

Confira a íntegra da nota divulgada pela FBF:”A Federação Bahiana de Futebol – FBF, diante da repercussão decorrente
da inscrição do atleta Victor Ramos Ferreira no Campeonato Baiano de
Futebol Profissional Série A – 2016, pelo Esporte Clube Vitória, VEM
TORNAR PÚBLICO que a mesma se deu com base em contrato regularmente
registrado em 16/03/2016 (confira ao final da nota) e em informação da
CBF, posteriormente ratificada por e-mail (Confira ao final da nota), no
sentido de que se tratou de transferência nacional, pois o ITC
(Certificado de Transferência Internacional) já estava no Brasil, uma
vez que, após ter tido o seu vínculo com o Palmeiras/SP encerrado em 31
de dezembro de 2015, o jogador não retornou para o Monterrey, clube
mexicano detentor dos seus direitos federativos e econômicos, que,
inclusive, não solicitou o apontado retorno.
 
A informação posteriormente ratificada foi prestada pela Confederação
Brasileira de Futebol em resposta a consulta da FBF, conforme ofício
abaixo, que assim agiu com a cautela que a situação recomendava”.

01entenda o casoA polêmica foi levantada por causa da presença de Victor Ramos no
jogo do Vitória contra o Flamengo de Guanambi, pelas quartas de final
do Baiano. A escalação estaria em contradição com o parágrafo terceiro
do artigo 20 do Campeonato Baiano.

O texto diz que, em caso de
transferência internacional, o atleta tem que ter o nome publicado no
Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol
(CBF) até o dia 16 de março. Victor Ramos, que pertence ao Monterrey, do
México, teve o nome publicado no dia 18 de março.

O
Vitória, por sua vez, nega qualquer irregularidade. De acordo com o
clube, houve uma solicitação para a Fifa e para a CBF para que a
transferência fosse considerada nacional.

O argumento do Leão é de que,
após o fim do empréstimo de Victor Ramos ao Palmeiras, em dezembro do
ano passado, o ITC não saiu do Brasil, assim seria uma negociação
nacional. Dirigentes do Rubro-Negro garantem ter uma autorização
especial para tal ato.

O zagueiro, inclusive, demorou de ser apresentado e
regularizado pelo Vitória por questões burocráticas. O Monterrey
precisou pedir uma autorização especial da Fifa para reativar o contrato
do atleta e, assim repassá-lo ao Vitória.

No sistema de registros da
CBF, inclusive, o vínculo do jogador com o Palmeiras se encerrou no dia
31 de dezembro de 2015. O clube mexicano, então, teria reativado o
contrato com o zagueiro no dia 16 de março e, dois dias depois, o
empréstimo ao Vitória foi publicado no BID.

No domingo, o presidente do Bahia, Marcelo Sant’Ana, se posicionou publicamente sobre
o assunto. De acordo com ele, o Tricolor também entende que o jogador
foi escalado de forma irregular.

O dirigente disse que o clube vai
aguardar o desenrolar dos fatos nos próximos dias. Segundo ele, a
Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD) deve tomar
uma atitude.

Na manhã desta segunda-feira, o diretor
do Flamengo de Guanambi, Thiago Dantas, revelou que o clube procurou um
escritório especializado em direito desportivo para analisar o caso. De
acordo com ele, a resposta inicial foi de que havia irregularidade e,
diante disso, o clube entrou com uma queixa no Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD).

Saiba mais:Flamengo de Guanambi aciona Vitória no TJD-BA por escalação de VR3Caso VR3: “Não existe nenhuma irregularidade”, diz presidente da FBFCaso VR3: presidente do Bahia vê irregularidade e cobra ação do TJD/BAEscalação de VR3 pode ser irregular; Vitória se explica, e FBF se isentaFique por dentro das notícias do esporte baianoClique aqui e assista a vídeos do Vitória
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Fonte: Globo Esporte