No dia 13 de janeiro, a Fifa anunciou multas para as
federações de quatro países do continente americano, após casos de homofobia em
cantos de torcidas em jogos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, na
Rússia. Argentina, Peru, Uruguai e México foram multados em 20 mil francos
suíços (R$ 78 mil) cada, e o Chile, pelo fato ocorrido em quatro diferentes
jogos, teve que pagar 70 mil francos suíços (R$ 276 mil). A Federação Mexicana
de Futebol já se movimentou para evitar possíveis novas multas, e assim lançou
um vídeo como parte de campanha contra a homofobia nos estádios (assista ao
vídeo).

Os cantos homofóbicos aconteceram nas rodadas de novembro e
dezembro do ano passados pelas eliminatórias. Tradicionalmente, a torcida
mexicana usa a palavra “puto” nos tiros de meta do goleiro adversário,
expressão homofóbica na língua do país.

Para a Fifa, o incômodo começou na Copa do Mundo do Brasil, logo na
partida entre México e Camarões, em Natal. E foi assim o jogo inteiro e a
Copa inteira.

Na campanha “Abraçados pelo futebol”, jogadores
da seleção mexicana como Chicharito Hernández, do Bayer Leverkusen, pedem
respeito nas arquibancadas. O vídeo traz frases como “Nós não discriminamos”,
“Nós respeitamos a opinião de todos”, “Eu não aceito a
violência”, “Eu sei perdoar”.

Na última terça-feira, no entanto,
no estádio Azteca, a torcida voltou a se comportar mal na vitória do México
sobre o Canadá, por 2 a 0, pela Concacaf.Rafael Márquez participa de campanha da Federação Mexicana de Futebol (Foto: Reprodução / SporTV)
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Fonte: Globo Esporte