A eliminação na primeira fase da Série A2 do Campeonato Paulista põe ainda mais lenha na fogueira que se transformou o Guarani nos últimos anos. Aos que esperavam que o acesso à elite de São Paulo desse embalo para a campanha do segundo semestre, o que acontecerá é uma pressão ainda maior para que o Bugre suba na Série C do Brasileiro a qualquer custo.SAIBA MAIS:> À espera de novo técnico, Guarani adia reapresentação até segunda ordemO planejamento, no entanto, parte praticamente do zero.

Pintado aceitou uma oferta do São Paulo para integrar a comissão técnica e se despediu do Brinco de Ouro logo após a partida contra o Barretos, no domingo. Cabem ao presidente Horley Senna e ao superintendente de futebol Waldir Lins escolher o próximo comandante, o quinto da atual gestão política do clube.

Fica a dúvida também em cima da permanência de vários jogadores no elenco do Guarani. Dos 28 inscritos na Série A2, 12 precisam renovar contrato para jogar o Brasileiro.

São eles: os laterais Eduardo e Denis Neves, os zagueiros Lucas Bahia e Mateus Alves, os volantes João Paulo, Lenon e Tabata e os atacantes Bruno Santiago, Caça-Rato, Marcelinho e Ricardinho. Os demais têm vínculo ao menos até novembro.

O mais provável é que a maioria desses nomes deixe o clube, mesmo porque não agradaram nas chances que tiveram. Denis Neves e Lenon parecem exceções, pois começaram e terminaram a Série A2 como titulares absolutos.

A continuidade de Caça-Rato depende do jogador e também de análise da próxima comissão técnica.VEJA TAMBÉM:> De gelo derretido a hospedagem precária: os bastidores da campanha bugrinaNem os jogadores que possuem contrato estão garantidos na Série C.

O presidente Horley Senna prometeu, após a derrota para o Atlético Sorocaba, uma reformulação geral em caso de eliminação na Série A2. Neste cenário, é possível que vários outros nomes rescindam o vínculo com o Bugre, abrindo espaço para novas contratações.

O Guarani estreia na Série C no fim de semana de 21 e 22 de maio (a tabela não foi desmembrada), contra o Guaratinguetá. A partida é de mando alviverde, mas não será no Brinco de Ouro, por punição imposta pelo STJD após incidentes contra a Portuguesa, no ano passado.

 Além do Guará, adversário da estreia, o Bugre enfrenta, pela ordem, Tombense, Juventude, Macaé, Boa Esporte, Portuguesa, Botafogo-SP, Mogi Mirim e Ypiranga-RS. Os dez clubes disputam quatro vagas nas quartas de final, quando duelam com equipes do Grupo A, composto por ABC, ASA, América-RN, Botafogo-PB, Confiança-SE, Cuiabá, Fortaleza, Remo, River-PI e Salgueiro.

O sistema de disputa é o mesmo dos últimos anos. As quartas de final serão disputadas em duas partidas, e quem avançar às semifinais tem acesso garantido à Série B de 2017.

O título também é decidido em dois confrontos, com um mando cada.
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Fonte: Globo Esporte