“Musculoso” consegue escapar da marcação forte do Bonsucesso, recebe passe em profundidade e vai até a linha de fundo para acertar um cruzamento certeiro na direção de “Golaço” – que, por coincidência, balançou as redes numa bonita finalização. O lance narrado é do gol do Macaé no empate do último domingo (relembre no vídeo acima), e os apelidos nada mais são que a maneira como Bruno Luiz e Jones, amigos de longa data, se referem um ao outro. São 16 anos de uma amizade que vem transparecendo dentro de campo.

>> Macaé aplica aditivo no contrato para contar com Jones até o final do CariocaPois bem, essa não é a primeira vez que Jones e Bruno atuam lado a lado numa dupla de ataque. Nem a segunda, tampouco a terceira.

Ambos deram os primeiros passos no futebol nas categorias de base do Vasco, por volta de 2000. Saíram de lá e foram juntos para o Friburguense.

Além disso, repetiram a parceria uma vez na seleção da cidade de Vassouras e no próprio Macaé, em 2009.>> Bruno Luiz vira artilheiro aos trancos e barrancos: “É bom ajudar o grupo”Em campo, o entrosamento parece que vem dando resultado.

Eles formaram a dupla de ataque titular do Macaé nos três jogos da Taça Rio até aqui (3 a 0 sobre o Resende, 2 a 1 sobre a Portuguesa e 1 a 1 com Bonsucesso). Cada um marcou dois gols nesse período, e a equipe, invicta, é líder do grupo.

– Jogar com o Bruno é uma segurança que eu tenho. A gente tem confiança, e isso é o mais importante.

Ele confia em mim, eu confio nele. A gente sabe o posicionamento, sabe o que faz.

Graças a Deus, está dando certo. Nesse jogo (contra o Bonsucesso), teve um gol meu anulado com um chute do Bruno também.

Está dando certo – comemora Jones.Bruno Luiz quase morre de rir quando perguntado sobre o apelido de “Golaço”.

“Foi lá no Vasco, acho que em 99, há muito tempo (risos)”, diverte-se ele. O discurso do entrosamento é reforçado pelo atacante.

– Jogar com uma pessoa que você conhece há anos sempre facilita. O jogador te entende mais, só no olhar.

O cara que tá do seu lado sabe onde enfiar a bola, onde vai se posicionar. Isso facilita, esse entrosamento de anos.

São 16 anos, é muito tempo – ele parece se espantar.Mas não batem cabeça?Bruno Luiz e Jones chegaram ao Macaé no decorrer da Série B do Brasileiro do ano passado, mas só foram ter uma sequência juntos agora – a lesão de Pipico, é claro, colaborou para que isso acontecesse.

No futebol, sempre existiu a discussão: dois centroavantes podem atuar juntos. Bruno, ao menos, garante que ter as mesmas características não significa bater cabeça.

– A gente costuma ver também a Seleção, por exemplo, que teve o Ronaldo e o Adriano. Dois centroavantes podem funcionar, um fica mais na área, o outro sai um pouquinho.

Isso não dificulta nosso trabalho, não – encerrou.
.

Fonte: Globo Esporte