Uma criança cruzeirenses, que nasceu em 2005, nunca viu o goleiro Fábio longe de Belo Horizonte. Provavelmente, ela acha que o goleiro do Cruzeiro é mineiro. Há onze anos, o capitão celeste vive na capital mineira – ele teve outra passagem pelo clube no início dos anos 2000 – e criou uma grande identificação com o clube e, principalmente, com a cidade.

E a noite desta segunda-feira, após a atuação impressionante no clássico contra o Atlético-MG, foi muito especial para o jogador. Ele recebeu o título de cidadão honorário do estado de Minas Gerais, na  Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ao lado da mulher Sandra, do filho Pablo e da filha Valentina.

 Lá em casa é uai, sô, trem..

. A resenha é essa, não tem jeito.

Isso é
natural, você nem se pega pensando, já faz parte do vocabulárioSe Fábio já se considera um mineiro, o jeito de falar não deixa mentir. O jogador garante que, após muito tempo no estado, o vocabulário já é bem diferente daquele que tinha quando criança.

– Lá em casa é uai, sô, trem..

. A resenha é essa, não tem jeito.

Isso é natural, você nem se pega pensando, já faz parte do vocabulário (risos). O zagueiro Léo, ao lado da esposa, assim como o presidente
do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares também prestigiaram a cerimônia.

Os
dirigentes Tiago Scuro e Bruno Vincitin também estiveram presentes. O goleiro se mostrou muito contente com a honraria recebida na cerimônia e disse que o título nada mais é que oficialização de um sentimento que o jogador já nutre pelo Cruzeiro e pelo estado de Minas Gerais.

– Mais uma honraria que estou recebendo, então é muito gratificante. Agradecer a Deus, que me fez retornar a Belo Horizonte e escrever uma história de sucesso e reconhecimento.

Mais um reconhecimento de ser, agora não somente de coração, mas o título de cidadão mineiro. Já havia recebido o título de cidadão de Belo Horizonte.

Fico muito lisonjeado e espero levar o nome de Minas cada vez mais. Fábio é natural da cidade de Nobres, no Mato Grosso, mas já fala como se fosse um cidadão mineiro.

Seus dois filhos nasceram na capital mineira. O goleiro brinca que apenas suas esposa, Sandra, não é considerada verdadeiramente uma mineira.

– Ser mineiro é ser muito hospitaleiro, é sempre estar preparado para receber uma visita com pão de queijo e café quentinho a toda hora e saber que sempre vai ser recebido da mesma forma. Eu já me considero mineiro.

Tenho parentes que nasceram no estado, meus filhos nasceram aqui.Eu brinco que só a Sandra que não é mineira.

 
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Fonte: Globo Esporte