A logística do Grêmio não indica brecha alguma para recarregar as energias após a goleada sobre o Brasil-Pel, que carimbou a vaga na semifinal do Gauchão, nesta quarta-feira. Os gremistas despertarão cedo, ainda na madrugada, para rumar a Quito, onde encaram a LDU em duelo decisivo pela Libertadores. Mesmo entre semblantes sonolentos, pelo descanso escasso, a delegação embarca com confiança de sobra: o tricolor vai ao Equador em seu melhor momento no ano e chega respaldado por sua maior série invicta sob o comando de Roger Machado.

LEIA MAIS> Grêmio pede mudança de datas da semi à FGF> Roger leva lições de vitória: “Não podemos desligar”> Lesão de Walace preocupa Grêmio para viagemDe fato, não haveria fase mais adequada para deparar com um horizonte repleto de decisões em sequência. São 11 jogos seguidos sem tropeços, com sete vitórias e quatro empates, para um total  75,7% de aproveitamento.

O Tricolor não é batido há mais de um mês: 43 dias. Ou desde o revés por 3 a 2 para o São Paulo-RS, pela 6ª rodada do Gauchão, no Aldo Dapuzzo.

Supera, assim, a série anterior, alcançada no segundo semestre do ano passado, com o histórico triunfo por 5 a 0 sobre o maior rival, Inter, como propulsor de 10 duelos invictos na temporada. Sequência que só foi quebrada com revés em casa para o São Paulo, por 2 a 1, em 13 de agosto, na Arena.

Não à toa, Roger se mune de convicções para o duelo.– Eu levo convicções e motivos suficientes para saber onde e como a gente evoluiu muito nos últimos jogos.

A gente sem dúvida nenhuma chega mais forte para o jogo contra a LDU, do ponto de vista da treinabilidade, do entrosamento, mesmo sem alguns dos jogadores, em relação ao que a gente viu na estreia, contra o Toluca – avalia Roger.A confiança dos gremistas ganha respaldo diante do histórico recente por Libertadores e Gauchão.

A exemplo do que ocorre diante da LDU, o Tricolor embarcou para sua estreia na competição continental, diante do Toluca, em fevereiro, imediatamente na manhã após um duelo antecipado pelo Gauchão. E as semelhanças param por aí.

O Grêmio havia sido derrotado pelo São José, na sexta-feira, dia 12, em plena Arena. Viajou no sábado e foi derrotado, em atuação apática na quarta-feira dia 18, no México, também com altitude.

O panorama para o próximo confronto indica, na teoria, vida mais tranquila aos comandados de Roger Machado, não apenas pelo momento. Além do embalo pela goleada e pelos 11 jogos invictos, os gremistas se consideram mais entrosados dentro de campo, em especial na defesa.

E terão cinco dias de preparação em solo equatoriano para suplantar os efeitos dos 2,8 mil metros acima do nível do mar. – Com certeza.

A gente trabalha desde o começo do ano focando nessa fase final de Gauchão e da Libertadores. Tivemos dificuldades no meio do caminho, mas agora está rodo mundo muito bem.

Esse é o caminho – avalia o zagueiro Pedro Geromel.– Sem dúvidas, naquele momento do Toluca, estávamos em um momento de oscilação.

As coisas melhoraram, evoluíram muito. As coisas que o Roger pede.

É um ponto positivo para nós. Estamos mais organizados dentro do campo, fazendo bom futebol, dentro do que o Roger pede – completa Marcelo Grohe.

 O Grêmio enfrenta a LDU às 21h45 da próxima quarta, no Casa Blanca, pela 5ª rodada do Grupo 6 da Libertadores. Mesmo que embarque com a confiança inflada, Roger resguarda preocupações com o departamento médico.

Walace, com um entorse no tornozelo esquerdo, é quem mais desperta atenção. Bobô e Luan sentiram desconforto muscular, mas não preocupam.

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Fonte: Globo Esporte