Apresentado como técnico do Fluminense há apenas 18 dias, Levir Culpi já conquistou a admiração de todos dentro do clube. Mais do que isso. Conseguiu algo raro este ano nas Laranjeiras, principalmente após a classificação para final da Primeira Liga: um ambiente de paz e otimismo.

Nem a saída precoce e repentina de Diego Souza foi capaz de iniciar mais uma crise.Uma das marcas de Levir é o bom-humor.

E não só nas entrevistas. As histórias e tiradas do treinador ajudaram a deixar o clima no vestiário mais leve.

Na conversa, ele conseguiu iniciar a recuperação de alguns jogadores, como Osvaldo, autor de dois gols contra o Inter, e Jonathan. Nos treinamentos, escuta bastante o auxiliar Marcão e, quando tem tempo, mostra um lado detalhista na hora de exigir dos atletas.

No aspecto tático também já é possível começar a ver os resultados de seu trabalho, principalmente no Fla-Flu e contra o Inter, quando o Flu mostrou mais organização. Na última quarta, as individualidades começaram a aparecer.

Agora centralizado, Gerson foi um dos destaques. Osvaldo, com dois gols e muita movimentação para criar jogadas, também.

Um dos mais experientes do elenco, Diego Cavalieri, outro que foi protagonista na semifinal, não economizou nos elogios a Levir. Esperávamos um processo mais simples, mas foi ao contrário.

Tivemos
mudanças em todos os setores. O Diego saiu, uma das principais
contratações.

..

Mas desde que o Levir chegou..

. é um cara direto,
sincero.

 – Ele tem uma história, é vitorioso, detalhista..

. Conversa bastante, faz o grupo rir bastante também, é um cara positivo.

Não deixa ninguém se acomodar e é atento a cada detalhe. Nestes dois últimos jogos a equipe se mostrou mais organizada, compactada.

Quando temos uma equipe equilibrada, as qualidades individuais fluem melhor. Ninguém fica sobrecarregado.

Isso é o principal, ter esse equilíbrio. Osvaldo foi bem, Gerson, Jonathan, a zaga.

..

esse é o nosso objetivo, encontrar o ajuste e ter uma sequência de vitórias – disse o camisa 12.O atual cenário de calma contrasta com a maior parte do ano tricolor até agora.

A má campanha no início do Carioca criou uma sequência de problemas que culminaram na demissão do técnico Eduardo Baptista e da saída do vice de futebol Mário Bittencourt e do diretor Fernando Simone. Contratado no início do ano, Diego Souza foi o último a sair.

Diego Cavalieri disse que o importante é que todos que ficarem tem a vontade de, juntos, fazerem o time crescer. – Esperávamos um processo mais simples, mas foi ao contrário.

Tivemos mudanças em todos os setores. O Diego saiu, uma das principais contratações.

..

Mas desde que o Levir chegou..

. é um cara direto, sincero.

Era importante que todos estivessem no mesmo pensamento, que quem não estivesse feliz pedisse para sair. Não estou falando especificamente do Diego.

Temos tudo para alavancar de uma forma natural – afirmou.Diante do inusitado de uma passagem tão curta de Diego Souza, começaram as especulações sobre uma possível divisão do elenco.

O que Diego Cavalieri descarta.- Sabemos que é um ano político.

Disseram que tinha racha no grupo. Temos que nos blindar e não deixar essas coisas entrarem no vestiário.

É importante ter a cabeça tranquila. Nosso vestiário é limpo, sem racha.

..

O que temos é um elenco em busca de melhora.O próximo compromisso do Fluminense é o jogo contra o Boavista, domingo, às 18h30, no estádio de Los Larios.

O Tricolor é o sexto colocado da Taça Guanabara com dois pontos em dois jogos. 
.

Fonte: Globo Esporte