A vitória do Fluminense por 3 a 0 sobre o Boavista, domingo, em Los Larios, foi a quinta partida de Levir Culpi à frente da equipe. A quinta sem perder. Foram três empates e duas vitórias, um aproveitamento de 60%.

Foram oito gols marcados e três sofridos. Apesar do aumento do otimismo com a melhora do rendimento do time, a experiência do técnico o faz colocar o pé no freio, segurar qualquer possibilidade de empolgação.

Ainda sem a convicção de já ter encontrado uma formação ideal, Levir acredita que há muito a melhorar em todos os aspectos. Ciente da fragilidade do Boavista, o treinador não quer que o 3 a 0 crie uma ilusão e, mesmo nas vitórias, está atento aos erros.

Para isso, usa também os scouts, e já identificou um dos problema que pretende atacar: a piora da produção no segundo tempo.   – (Temos que melhorar) Um pouco de cada coisa.

Nos últimos jogos, no segundo tempo tivemos uma queda de produtividade. Muitos toques para o lado sem objetividade.

São coisas que vamos vendo os números e analisando. Acho que ainda podemos melhorar em todos os aspectos.

Esse jogo não é parâmetro para o futuro, teremos que ser bem diferentes – disse o técnico.Apesar da cautela de Levir Culpi, há alguns quesitos onde a evolução fica mais clara desde a chegada do treinador.

A principal é o fortalecimento do sistema defensivo, que passou a ter média de 0,6 gol sofrido. Antes criticados, Gum e Henrique melhoraram também o desempenho individual.

Ambos receberam apoio da torcida na vitória sobre o Boavista, que gritou seus nomes. Jonathan e Wellington Silva também atuaram bem.

– Não chegou ainda ao ponto ideal, mas a defesa não está se abrindo, não está dando oportunidades aos adversários. Mas ainda podemos melhorar – decretou Levir.

 Na próxima quarta-feira, a invencibilidade de Levir será colocada à prova novamente. O Fluminense, agora o terceiro colocado da Taça Guanabara com cinco pontos, enfrenta o Bangu em Edson Passos.

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Fonte: Globo Esporte