DesempenhoComemoraçãoDesgasteÉ nos momentos mais decisivos para o Bahia que
Juninho tem aparecido. Autor de todos os três gols do Tricolor nas duas
partidas contra o Fortaleza, pelas quartas de final da Copa do Nordeste,
o volante – ou seria meia? – se tornou o vice-artilheiro da
equipe na competição com quatro gols, um a menos que Hernane.Sempre fiz bastante gols, mas nunca fui artilheiro.

Estava brincando antes que deixo isso para o Hernane”Um dia após o jogo contra o Fortaleza, Juninho
foi escolhido para conceder entrevista coletiva nesta
segunda-feira, momentos antes do primeiro treino da semana. Modesto, ele
não se empolgou com a fase artilheira e deixou esse posto para o
centroavante Hernane, que se recuperou recentemente de lesão e está em
processo de transição para voltar a jogar.

– Na verdade, sempre fiz bastante gols, mas
nunca fui artilheiro. Estava brincando antes que deixo isso para o
Hernane, que é nosso artilheiro nato e quando ele voltar vai ser
importante.

[..

.] Artilharia nunca passou pela minha cabeça.

Sempre
entro em campo pensando em fazer o melhor e o triunfo é mais importante –
afirma Juninho.

Em alta desde o ano passado, Juninho explicou
também o motivo de só agora “explodir” no futebol.

Antes de defender o
Bahia, ele foi destaque pelo Macaé na Série B do Campeonato Brasileiro
do ano passado.
– O futebol no Rio, para os jogadores que jogam
em time pequeno, não tem muita visibilidade O futebol é de oportunidade,
as coisas acontecem no seu tempo e se acontecem agora é porque estavam  nos planos de Deus.

01DesempenhoA felicidade de Juninho nesta segunda-feira não
foi sem muito suor. Com a vantagem por ter vencido o primeiro confronto
diante do Fortaleza, o Bahia sofreu, viu o adversário criar inúmeras
chances de gol e, não fosse a trave no último lance, poderia ter saído
da Arena Fonte Nova com um resultado ruim.

Para Juninho, o pênalti
perdido por Thiago Ribeiro e a expulsão de Paulo Roberto, ambos ainda no
primeiro tempo, foram determinantes para o andamento da partida.

– O jogo estava se desenhando para ser tranquilo.

Acredito que se pudesse converter o pênalti teria sido mais tranquilo,
até pelo fato da gente ter uma vantagem. Mas, infelizmente, o Thiago não
conseguiu converter.

Mas acontece. Acredito que o árbitro,
precipitadamente, expulsou o Paulo Roberto e prejudicou nossa equipe,
que teve que jogar com um a menos.

E com essa sequência que
temos passado acabou sendo mais desgastante. Mas, graças a Deus, ontem
era o dia do Bahia e não do Fortaleza.

Juninho também fez questão de elogiar Thiago
Ribeiro. Após perder o pênalti no primeiro tempo, foi do atacante o
passe que resultou no gol do volante.

-Talvez se fosse um jogador mais jovem, menos
experiente, teria pressa de definir a jogada e não sairia o gol. Ele
teve a calma de segurar bem a bola, começar a jogada.

A movimentação do
Edigar facilitou também o passe do Thiago, e eu tive a felicidade de
acertar o chute.

Confira outros trechos da entrevista coletiva do volante Juninho:01Comemoração
– A gente estava desgastado.

Graças a Deus eu fiz
um gol no momento daquele, com a gente sendo pressionado. Não teria
maneira melhor de comemorar.

01Desgaste- Na verdade, foi um jogo muito desgastante. E
ficar com um jogador a menor desde o primeiro tempo, com uma equipe
qualificada como o Fortaleza, [é difícil].

Eles têm muitos jogadores
experientes e isso desgastou muito a nossa equipe. Com relação ao erro
de passe, como a gente estava muito desgastando, a nossa cabeça pensava,
mas o corpo não respondia.

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.

Fonte: Globo Esporte