Como se não bastasse a goleada por 7 a 2 (veja os melhores momentos acima) dentro de campo, para o Atlético-MG, o Villa Nova-MG teve a renda da partida penhorada. O Leão do Bonfim foi mandante da partida no Mineirão, que teve uma renda de R$ 380.040,00 e um público de 16.

219 torcedores. Oficiais de justiça estiveram no Gigante da Pampulha e apresentaram a decisão da Vara de Trabalho de Nova Lima, que determinou o bloqueio de 100% do dinheiro proveniente das bilheterias, por causa de problemas do clube com ex-funcionários que pedem, na justiça, seus direitos por pagamentos não realizados pelo Villa.

 O vice-presidente administrativo do Villa, Renato Faria, explica que o clube fez um acordo com a Minas Arena, concessionária que administra o Mineirão, para que a renda fosse dividida entre as partes. O dirigente ainda fala que a decisão foi feita por antecipação, porque o clube já imaginava que a decisão do judiciário pudesse ocorrer.

  – A renda, neste caso, é da Minas Arena. Temos um contrato cedendo os
direitos à Minas Arena.

Eles penhoraram. Eles acordaram uma compra da
partida, a Minas Arena vai nos pagar 50% do que arrecadar, ela vai nos
tirar os custos e vai nos repassar o restante.

A gente fez isso para
precaver, porque, quando a Caldense, tinha a penhora, contra o Boa teve
penhora. Como a gente está tendo essas má vontades do Judiciário,
estamos tentando resolver tudo.

Renato deu mais detalhes do problema judicial que Villa vive com a Justiça, por conta de dívidas com ex-funcionários do clube. – Não esperávamos isso acontecer, estamos negociando com o próprio Judiciário, fizemos duas reuniões com as Varas do Trabalho nessa semana, e o juiz, infelizmente, tomou uma atitude dessa, que não estava conversa.

O juiz, na quinta-feira, mandou sete mandados de penhora, no último dia de trabalho dele na cidade, ele não é mais juiz lá mais. Não sei se aconteceu algum desentendimento com nossos advogados, mas ele tomou atitude dessas para resolver processos em curso, que pessoas que trabalharam em curso, que são jogadores, treinadores estão entrando contra a gente.

Perdemos as ações na Justiça e temos que pagar. O Villa não esconde isso.

Estamos tentando resolver essa situação. O Atlético estava com essa situação há seis anos e conseguiu um condomínio de credores, e estamos tentando fazer isso, os credores já tinham aceitado isso, estava na mesa do juiz, e ele (juiz) fez isso.

Nos comprometemos à Justiça a abrir mão de 30% que arrecadamos, para conseguir pagar as dívidas do Villa, sendo que muitas vieram de gestões passadas. Mas isso não vem ao caso.

Ou seja, estamos trabalhando com apenas 70% do que arrecadamos.Procurada pela reportagem do GloboEsporte.

com, a Minas Arena, até o momento em que esta nota foi publicada, não se pronunciou sobre o caso. 
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Fonte: Globo Esporte