O empate com o Uruguai, depois de abrir vantagem de 2 a 0, e
as críticas dos próprios jogadores deixaram claro algo que o volante Luiz
Gustavo confirmou neste domingo: a seleção brasileira precisa entender a
disputa das eliminatórias para a Copa do Mundo.

Competição peculiar, disputada durante mais de dois anos
entre países da América do Sul, ela tem características bem particulares: a
pressão nos estádios pouco estruturados dos outros países, por exemplo, e uma
arbitragem que, segundo Luiz Gustavo, causa frustração em alguns jogadores mais
habilidosos.

– Temos que aprender o mais rapidamente possível, saber como
realmente funcionam as eliminatórias.

Há muitos lances em que, nos campeonatos
europeus, marcam faltas, e nas eliminatórias não. Isso causa frustração para
alguns dos nossos jogadores.

Só aprendendo essa situação as coisas vão
facilitar – disse o jogador do Wolfsburg, da Alemanha.

A falta de conhecimento do grupo em relação ao torneio é uma
preocupação antiga de Dunga, ressaltada desde o início do ano passado.

Dos 23
jogadores que irão ao Paraguai para o jogo desta terça-feira, às 21h45, apenas
quatro haviam entrado em campo por eliminatórias: Daniel Alves, Miranda, Filipe
Luís e Ricardo Oliveira.

O resultado vai determinar a posição do Brasil na tabela
pelos próximos cinco meses.

 A equipe só
voltará a jogar pela competição em setembro, contra Equador e Colômbia. Um
empate ou uma derrota podem deixar a Seleção fora da zona de classificados, em
sexto ou sétimo, se Chile, Argentina e Colômbia vencerem duas partidas.

É tudo
que Luiz Gustavo quer evitar.

 

– É um espaço bem grande até o próximo jogo, não
seria fácil.

Sabemos que vivemos de resultados, se fizermos um grande jogo
teremos tranquilidade até a próxima partida. Por mais que ainda não nos
preocupemos com a tabela, só com uma vitória as coisas ficariam mais simples –
ponderou.

LEIA MAIS: >  Gabriel vibra com chance na Seleção, mas e lamenta corte de Neymar  >  Felipe vive “sonho” de primeira chance na Seleção: “Muito gratificante”Veja os principais trechos da entrevista do volante:AUSÊNCIA DE NEYMAR– Temos excelentes jogadores e o professor vai buscar a melhor
opção possível para que quem entre faça o melhor, em grupo, só assim vamos
fazer um grande jogo.PARAGUAI x BRASIL– Todos os jogos de eliminatórias são disputados, a maioria
dos times opta por bolas longas, aéreas, temos que estar preparados para dificuldades
que vamos encontrar.

Não nos preocupamos muito com a tabela porque é uma
competição longa, mas sabemos que qualquer ponto é importante.EXCESSO DE CARTÕES E SUSPENSÕES– Cada um tem seu perfil, noto que são jogos mais
competitivos, os juízes deixam rolar mais do que o normal.

Isso gera frustração
em alguns momentos. Todos nós somos experientes o bastante para lidar da melhor
forma com essas situações.

Coisas assim podem atrapalhar e temos que ter calma e
tranquilidade para estarmos presentes o maior número de vezes em campo.TROTE EM GABRIEL E FELIPE– Independentemente da situação, temos que ser os mesmos,
não é porque sorrimos que não sentimos um empate ou uma derrota.

Todos nós
temos autocrítica e sabemos da responsabilidade de representar a camisa da
Seleção. Assim vamos viver nosso dia-a-dia.

PREPARAÇÃO– A preparação para todo jogo fora de casa tem que ser a
melhor, mas ao mesmo a pior possível porque sabemos que vão tentar fazer de tudo
para dificultar nosso jogo e qualquer coisa que possa nos favorecer. Teremos de
estar muito concentrados nas coisas dentro de campo, se tivermos oportunidades
de gol, tentar fazer, jogar juntos, todos com o mesmo objetivo.

COBRANÇAS

– Jogo futebol para provar pra mim mesmo que sou
capaz de estar onde estou. Aqui somos mais visados e cobrados do que o normal,
mas isso é o legal do futebol.

Sempre temos oportunidades de dias melhores, de
provar jogo a jogo que merecemos estar aqui.
.

Fonte: Globo Esporte