Vinícius
Eutrópio não criticou diretamente a arbitragem, mas deixou claro a sua visão sobre o lance que originou o
empate da Chapecoense, no 1 a 1 da tarde deste sábado, no Orlando Scarpelli. O
técnico do Figueirense normalmente evita comentários sobre a arbitragem e assim manteve a
sua postura de sempre. Porém, ele lamentou o fato do lance não ter sido anulado
ao analisar de uma forma mais genérica, no âmbito do futebol.

 Para
Eutrópio, o árbitro Célio Amorim prejudicou o espetáculo como um todo e “entristeceu”
o futebol, que ficou em segundo plano, ao invés dos jogadores e técnicos serem
os protagonistas da partida. – É ruim,
pois a gente vem de três vitórias, casa cheia, o torcedor compareceu estávamos
em ascensão, ainda estamos, e acaba que o protagonista não foi nenhum deles.

E
é triste isso para o futebol, pois você passa grande parte do tempo no banco,
concentrado em outras coisas. E ruim isso, mas o que vou fazer? Eu não devo
falar, e eu deixo a diretoria falar, mas todo mundo sabe o que aconteceu.

Eu
ressalto que foi um jogo de Série A – disse. O
Figueirense ficou em situação complicada na tabela do Catarinense para poder
buscar o tricampeonato.

Com 10 pontos, a equipe está a três de distância do
Joinville, que joga neste domingo, e a quatro da líder Chapecoense. A equipe
volta a campo no próximo domingo, às 16h, novamente no Scarpelli, na sétima
rodada do returno, contra o Avaí.

EQUIPE EM FORMAÇÃO Nós já
sabíamos que era um jogo de Série A, uma equipe que sempre frisei que é a nossa
em formação, tivemos alterar a escalação em cima do problema cedo Carlos
Alberto, tínhamos feito algumas alternativas, com o Dodô ou o Everton.
Começamos bem o jogo, um adversário que tem 80 jogos e a nossa equipe que está
em formação.

ANÁLISE DO JOGOFizemos um tempo realmente bom e tivemos o nosso gol e, depois
disso, não vale a pena analisar o gol deles, pois foi muito prejudicial para a
gente. A Chapecoense sentiu que estava em favor do vento e eles adiantaram o
time e no segundo tempo fizemos de forma idêntica, jogar em favor do vento faz uma
diferença no Scarpelli.

Organizamos e pressionamos a Chapecoense, e o Gil foi
expulso. Nesse momento que estávamos melhor, fiz duas alterações, e óbvio, você
faz uma substituição e demora, mas o time demorou uns 10 minutos para entender
todo o processo do jogo e não conseguimos ter troca, um passe.

Não tivemos
posse de bola durante uns 10 minutos. E aí terminamos o jogo em cima da Chapecoense,
teve as expulsões, mas terminamos sobre eles.

O que me deixa feliz é a atitude
dos jogadores, a forma com que eles lutaram e trabalharam em busca da vitória,
foi até o final, honrando o a camisa do Figueirense. É um time em formação e
temos muita coisa para acertar.

DIFICULDADE
NO MOMENTO DA VANTAGEM NUMÉRICA EM CAMPO Talvez
por conta do momento da troca, aproveitei para colocar o Dodô, um pouco mais
próximo, para ser ofensivo, uma equipe super experiente e a nossa em formação.
É a primeira vez que a gente vive essa situação, o time vai sentindo e são
situações que a gente paga o preço, então corremos esses riscos, mas perdemos
tempo e poderia ter sido melhor.

No final do jogo, poderia ter sido melhor
mesmo.CHANCES
DIMINUEM EM RELAÇÃO AO TÍTULOUma semana de clássico é diferente de tudo, é uma rivalidade e campeonato à
parte.

Encaramos esse resultado como o de sempre, pois o Brasileiro não podemos
deixar que ele comesse contra a Ponte Preta (a estreia da equipe), ele tem que
ter começado ali, contra o Inter de Lages. Temos que ter um padrão, organizando
e temos que evoluir, vamos evoluir.

Vamos encarar o Avaí muito forte, o Metropolitano  Muito forte para que não chegue na estreia do
Brasileiro a gente não se surpreenda.REPETIÇÃO
DE TIME NÃO ACONTECEU E SAÍDA DE BADY
Uma lesão, ele falou que estava com caibras nas duas pernas e eu tirei.

Tinha o
Ortega, que tem boas características, isso foi tranquilo. Eu estava segurando a
última que era colocar o Gabriel ao lado do Rafael, mas aconteceu e tem que
alterar para que ganhe.

O Ortega entrou, tocou a bola e fazer o que não estávamos
fazendo antes. 

 

SITUAÇÃO
DO CARLOS ALBERTOO Carlos
é um jogador que se doa muito, ele saiu reclamando da coxa, na posterior, e
ontem no treino ontem ele sentiu na panturrilha e seguramos.

Hoje no
aquecimento, ele pediu, mas claro que não pode perder um jogador com cinco
minutos e você pode perder para um tempo maior. Ele não conseguiu fazer o que
era para fazer no aquecimento.

 

 

DIFICULDADE
DE MONTAR UM TIME SOBRE O CARLOS ALBERTO?
Para mim foi a primeira vez que aconteceu, obviamente nós temos outras opções. Temos
o Dodô, o Ortega que ganhamos hoje e o Jocinei.

A disputa vai ser livre, quem
estiver à disposição, vai jogar. Que eles não percam as oportunidades deles.

Eu
não me preocupo com isso, pois eu não privilegio ninguém.CLÁSSICO
DOMINGO TEM UM PESO DIFERENTEO jogo
contra o Avaí é diferente.

Esse jogo sempre tem diferença, temos que trabalhar
de acordo com aquilo que representa o Figueirense, temos que nos preocupar com
a evolução e buscar a vitória e mantenha viva a chama no Catarinense, mas para
o Brasileiro também.

 

ESTREIA
DO ORTEGAEle fez
uma estreia inesperada, era o momento que aconteceu.

Ele treinou be nas ultimas
semanas, espero que ele possa contribuir principalmente na forma técnica. Todo
estrangeiro é preciso ter muita paciência com ele, pois tem a adaptação dele, a língua, o futebol e o treinamento.

Prefiro ganhar mais uma alternativa do que
perder. O clube contratou, é um bom jogador e eu tenho que ter paciência e
cuidado para colocar no momento certo.

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Fonte: Globo Esporte