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18:45 de
24/03/16

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Sabe aquele carro foda que você quer comprar e finalmente consegue juntar o dinheiro para pegá-lo na concessionária? Ai quando ansioso vai dizer a noticia para amigos e família, começa aquela de que com o suposto dinheiro se pode pegar um mais “novo”, mais “atual”, “do ano”? A pressão é tanta que você retrocede e compra um que ainda esteja passando nos comerciais. O que tu queria é massa, tu conhecia, sabia que não ia dar trabalho, mas pelo convencional tu pegou um que nem sabia que existia há dois meses atrás. Bem, algo parecido a isso é o que acontece com Diego Souza na visão de uma determinada imprensa.

Desde que voltou ao Brasil e escolheu o Sport, qualquer análise a instituição e jogador recai como “foi o clube que o escolheu em um momento ruim da carreira”, ou que “ninguém queria e o Sport apostou”. Invisivelmente, ninguém percebe o repulso porque esses dizeres sempre dão subsequência a vários elogios (justos) ao clube.

Mas o que me admira ai é de como Diego Souza deixou de ser um “”grande jogador”” para ser adjetivado como uma “”aposta de risco”” pelo mínimo fato de ter escolhido o Sport e o nordeste em sua volta ao país. Me pergunto; Esqueceram do quão brilhante ele foi no Vasco dois anos antes de chegar no Sport? Pior, de grande reforço para um clube do porte do Cruzeiro em 2013, a “sem mercado” em 2014, após anúncio de sua chegada a Recife!? Será que quando falam em “momento ruim” estão falando de jogadores diferentes mas com mesmo nome?
Também e talvez é até mais normal e corriqueiro se ouvir que Diego Souza “deu a volta por cima no Sport”.

E temos outro erro e pensamento elitista camuflado. Diego Souza no Sport apenas confirmou e continuou a ser o bom jogador que sempre foi e é.

Não houve mudança nem volta por cima alguma.
Estamos falando do mesmo Diego que foi para a Ucrânia por 4 milhões de euros mais o empréstimo de Willian, que por sinal até hoje está (e muito bem) no Cruzeiro.

Pouquinho mais de um ano depois foi esse mesmo Diego que desembarcou no Guararapes.
O pior de tudo é que depois do anúncio de que não continuaria na Ucrânia, jorraram times a especular Diego Souza.

Vasco, Flamengo, Palmeiras… esses dois últimos até com noticias de “prévios acertos”. E os que não o especularam, viam suas respectivas torcidas o pedirem.

O Sport naquela época que com ajuda de investidores chegou a oferecer contrato na mão de Riquelme com valores que chegavam aos 750 mil reais mensais, também foi o mesmo Sport que tirou Diego Souza do mercado que todos estavam acostumados a vê-los e esperavam que ele fosse.
Não tentem tirar o crédito, pois por mais que cerquem o clube de elogios, é isso que fazem quando citam o jogador que veio a Recife com 29 anos, como se fosse um veterano em fim de carreira.

Gostam inclusive de falar o avesso disso, de que não é, mas o colocam numa posição situacional de como se fosse. “Sem opções”, “Rejeitado nos grandes centros”, aonde na verdade quem rejeitou “os grandes centros” foi ele.

Emblema disso é a forma da sua volta depois de passagem tsunami no Fluminense. Por sinal, como ficará os que diziam ano passado que o seu destaque em grandes jogos era devido a querer reaparecer para estes mesmos centros? De fato, aqui ele deve ter deixado de existir e sumido.

Bem, o cardápio de argumentos terá que ganhar novas palavras das próximas vezes, né?
Exceto Benfica e Atlético Mineiro, Diego Souza deu certo em todos os clubes em que jogou, a identificação com torcidas sempre foi passageira, pois como cigano ele foi pulando de lugar á lugar. No Sport, mostrou o avesso disso.

E não, a razão não é porque o Sport o abraçou em um momento ruim. O Sport o abraçou sim, mas em um momento normal – de um jogador requisitado na pista do mercado – que recebeu boa proposta e escolheu o nordeste.

Sem demérito, sem falha de memória e sem ilusionar situações que nunca existiram. Além de contestação, soa até como um pedido.

Dignidade e justiça á parte, também há de se reconhecer o respeito que a mídia atual mostra não só pelo Sport, como pelo futebol nordestino em geral. Vivemos numa recarga que subtende-se a 100% e diria que hoje estamos perto de alcançar isso.

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Fonte: Torcedores.com