Esqueça Douglas Costa, Hulk e Neymar. Façamos uma seleção apenas com jogadores que atuem no Brasil. É difícil? Sim.

Impossível? Não mesmo. Sabemos que a base da seleção alemã campeã da Copa do Mundo de 2014 é de, sua grande maioria, jogadores que atuam na Bundesliga (Campeonato Alemão).

Claro, foi um trabalho que começou a ser construído desde a Copa de 2006, quando a Alemanha ficou na 3ª colocação. A base alemã é fruto de muita dedicação e aplicação de ciência no futebol.

O que falta para atingirmos esse ponto? TUDO! Paramos no tempo, e nos acomodamos com o fato de sermos “o país do Futebol”. Sim, Futebol com F maiúsculo, pois isso para a maioria de nós brasileiros é como se tivesse vida.

Mas vamos voltar ao ponto inicial, e falar sobre essa “seleção”. Mesmo jogando na Europa, o Brasil hoje se comporta como amador.

Isso fica claro quando podemos ver a equipe brasileira comemorando um empate com o Paraguai. De fato, também precisamos ter um técnico que escale o time sem pressão de cartolas ou patrocinadores.

Um técnico que não escale o time com a pendência da CBF barrar. Mas precisamos de um técnico, com qualificação e história.

Não significa que precisa ser vencedor, um exemplo é Marcelo Bielsa (texto). A curto prazo, imaginei uma seleção montada por jogadores que jogam no Brasil:
Alisson, Fagner, Geromel, Jemerson, Renê; Elias, Lucas Lima, Ganso; Luan, Gabigol, Nenê;
Esse é um time fictício que foi rapidamente pensado, após um jogo em que vi um dos piores jogos da seleção nos últimos tempos.

A longo prazo, precisamos de bases competentes, patrocinadas pela CBF por todo o país. Descobrir novos talentos e dar incentivo para que o mesmo permaneça no futebol nacional é essencial para a reconstrução do futebol brasileiro.

Para finalizar, devemos repensar a forma de tratar o Futebol no Brasil. Se dependesse dos torcedores de verdade, haveria mudanças radicais.

Mas como os cartolas dominam nosso futebol, permaneceremos sem ação sobre o que fazer com a seleção canarinho.

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Fonte: Torcedores.com