Apesar do amplo domínio territorial durante toda a partida, o Paysandu conseguiu vencer o Rio Branco-AC apenas por 1 a 0, gol marcado pelo atacante Fabinho Alves aos 35 minutos do segundo tempo. O Estrelão teve postura bastante defensiva ao longo dos 90 minutos, não conseguiu encaixar contra-ataques e quase nenhum perigo levou ao gol do time paraense. As equipes voltam a se enfrentar pela segunda fase da Copa Verde na próxima quinta-feira, dia 14, na Arena da Floresta, em Rio Branco.

Com o resultado em Belém, o Papão fica com a vantagem do empate no jogo de volta, enquanto o Estrelão precisa vencer por dois gols de diferença para chegar à semifinal. Domínio bicolor, mas poucas emoçõesO
Paysandu teve que começar a partida mais modificado do que o esperado.

De
última hora, o técnico Dado Cavalcanti não pôde contar com o meia Marcelo
Costa, que sentiu uma lesão. Com isso, foi obrigado a lançar mão de Marquinho,
promessa da base bicolor e a quarta opção para a posição – antes dele vêm
Celsinho, Vélber e Marcelo Costa, todos ausentes por questões físicas.

Se a
armação do Papão perdeu em experiência e entrosamento, melhor para o Rio
Branco-AC, que teve como proposta inicial manter o time bem fechado, cauteloso.

 

A equipe
paraense demorou para conseguir penetrar na defesa do Estrelão, que apostava
nas subidas de Ley, pela direita, como forma de iniciar contra-ataques e
surpreender o Paysandu.

Passados pouco mais de 15 minutos, o Alviceleste começou a encaixar boas jogadas de ataque, envolvendo a defesa do Rio Branco-AC. A
primeira grande chance veio aos 19, com Leandro Cearense, que entrou com
liberdade na área do time acreano, chutou com força, mas o goleiro Babau fez
grande defesa.

 

 

A
partir daí o Estrelão se encolheu ainda mais, e o Paysandu passou a tomar conta
do jogo, com amplo domínio territorial, mas ainda pouco perigo levava ao gol
adversário. Bruno Smith, então, arriscou de fora da área aos 31, e Babau,
novamente, foi buscar no cantinho.

Já aos 46, Cearense perdeu outra chance, na
pequena área, sendo parado pelo camisa 1 do Rio Branco-AC. Os visitantes
terminaram a primeira etapa sem nenhuma chance real de gol.

 

Paysandu insiste, e consegue vitória nos últimos minutosNo
intervalo os técnicos buscaram ajeitar a postura de suas equipes. Para Dado
Cavalcanti, apenas conversar não foi o suficiente, e ele resolveu promover a
estreia do meia John César, contratado pelo clube no início do ano, mas
que ainda não havia entrado em campo em nenhuma partida oficial, só em um amistoso, em janeiro.

O estreante meio-campista exerceu uma postura diferente de Marquinho, não atuando centralizado, mas, pelo contrário, caindo mais pelas pontas e indo até a linha de fundo para cruzamentos. O Paysandu passou a jogar de forma mais incisiva, enquanto o Rio Branco-AC se mantinha recuado, sem conseguir se lançar ao ataque e sequer manter a posse de bola.

Melhor no jogo, o Papão continuou desperdiçando chances. Aos 23, Roniery cruzou para John César, que, da pequena área, chutou por cima do gol.

Seis minutos depois, Fabinho Alves cortou dois jogadores e chutou da meia lua, mas errou a finalização, que saiu pela linha de fundo sem perigo algum.Apenas aos 31 minutos do segundo tempo o Estrelão conseguiu chegar com perigo ao gol bicolor.

Tárta cruzou, e Rafael Tanque, de peixinho, balançou as redes, mas pelo lado de fora, assustando a torcida alviceleste. Na reta final da partida o Paysandu se lançou todo ao ataque.

O atacante Wanderson entrou em campo no lugar do volante Ricardo Capanema para deixar o time ainda mais presente na área acreana. Pouco depois, aos 35, Fabinho Alves recebeu na área e chutou colocado, no canto direito de Babau, que só olhou a bola bater na trave e entrar no gol: 1 a 0 Papão.

Os bicolores ainda buscaram o segundo, mas se confirmou a vitória mínima dos paraenses.
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Fonte: Globo Esporte