Era, na teoria, a sequência ideal para a Ponte Preta sair do sufoco no Campeonato Paulista. Dois dos lanternas pela frente. Um fora, mas com a maioria da torcida, e outro em casa.

Mas a Macaca não aproveitou. Contra Capivariano (empate por 0 a 0) e Mogi Mirim (derrota por 1 a 0), conquistou apenas um dos seis pontos possíveis.

 Mais que as dificuldades circunstanciais, parou nas próprias limitações. A maior delas está no setor ofensivo.

Sem poder de fogo, a Ponte vê a escassez de gols comprometer a campanha. A Ponte não apenas passou em branco contra as duas piores defesas do estadual.

Foi praticamente inofensiva diante de um time que sofreu 21 gols (Capivariano) e outro que foi vazado 17 vezes (Mogi Mirim). A questão não é nem pontaria.

O principal problema está na criação das jogadas. Os raros lances de perigo saíram de de bola parada ou chutes de longe.

 – Segundo jogo consecutivo em que não fazemos gol, e isso tem me incomodado, sem dúvida. É uma situação que tem de insistir.

Se estamos um nível abaixo dos adversários, temos que ter algo mais em outro lado – cobrou o comandante Alexandre Gallo. VEJA TAMBÉM:> Macaca tem dois retornos, mas volta a sofrer com expulsão e lesõesJá são cinco partidas sem marcar em 11 rodadas – quase a metade dos jogos.

Antes, já havia zerado contra Santos (derrota por 2 a 0), São Bento (0 a 0) e XV de Piracicaba (revés por 1 a 0). Coincidência ou não, os três duelos citados aconteceram no Majestoso, onde também perdeu para o Mogi na última quarta-feira.

Nos últimos quatro compromissos, fez apenas dois gols, na vitória por 2 a 1 sobre a Ferroviária, também em casa. Segundo jogo consecutivo em que não fazemos gol, e isso tem me incomodado, sem dúvida.

É uma situação que tem de insistir. Se estamos um nível abaixo dos adversários, temos que ter algo mais em outro lado Wellington Paulista, Felipe Azevedo e Reinaldo, com dois gols cada, são os artilheiros da Macaca na temporada.

Tiago Alves, João Vitor, Elton e Alexandro também marcaram. No geral, a Ponte tem o terceiro pior ataque, junto de Água Santa, Oeste e Botafogo, com dez gols, à frente apenas de Mogi Mirim e XV de Piracicaba (nove) e Rio Claro (oito).

 A falta de um articulador atormenta a Macaca desde o início do campeonato e deixa órfãos os homens da frente. Martinuccio era a aposta para a camisa 10, mas sequer foi aprovado nos exames médicos.

Cristian sofreu uma inflamação na sola do pé ainda durante a pré-temporada e só estreou na última quarta. Diante dos imprevistos, o time ficou sem nenhum meia de origem em campo.

Com outras características, Rhayner, Felipe Azevedo, Clayson e até João Vitor, com Vinícius Eutrópio ou Alexandre Gallo, foram sacrificados na função. Sem resultado.

 Felipe Menezes chegou para assumir a responsabilidade, mas, por conta da questão física, levou um tempo para ficar à disposição e ainda sente a falta de ritmo. A última tentativa foi o jovem Ravanelli, de 18 anos, cria da base alvinegra.

Foi titular pela primeira vez entre os profissionais contra o Mogi. O campo encharcado pela forte chuva que ameaçou a realização da partida atrapalhou o futebol técnico do garoto, mas Gallo aprovou sua atuação.

 SAIBA MAIS:> Ponte encaminha empréstimo com zagueiro do Grêmio- Gostei muito do Ravanelli, tentei passar o máximo de tranquilidade. Ele mostrou personalidade.

Os erros acontecem, o gramado atrapalhou bastante, mas é um menino de muito futuro, de muita técnica. O Cristian faz a equipe andar, só que ainda está muito abaixo fisicamente.

Acho que cruzamos umas 30 bolas na área, com dois atacantes centralizados. Tínhamos que ter mais chances de gol claras – comentou o técnico, sempre fazendo questão de frisar a insatisfação com a produção ofensiva da equipe.

Não à toa. 
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Fonte: Globo Esporte