O futebol permite o intercâmbio de jogadores por todo o mundo. Mas o que vem junto ao talento nos pés são as histórias de vida e coincidências. No Barbalha, time do interior do Ceará, que disputa a Série B do estadual, o colombiano Yeison Mosquera chegou como um dos reforços do time para a temporada.

Primo de Zuñiga, aquele que deu joelhada em Neymar durante a Copa do Mundo 2014, no jogo contra a Colômbia, na Arena Castelão, o zagueiro fala da carreira, da proximidade com o primo “famoso” nos gramados internacionais e das perspectivas no Brasil.Atualmente, o Barbalha está na 9ª posição da Série B do Campeonato Cearense, com apenas sete pontos em nove jogos.

Com essa pontuação, o time estaria rebaixado para a 3ª divisão cearense. .

Ele falou com Neymar e ficou subentendido que futebol é um esporte de contato
Yeison Mosquera, 21 anos, teve seu primeiro contato com a pelota aos cinco, quando o pai o apresentou ao esporte. Na época da escola, tinha como ídolo, Jackson Martínez, “La Pantera”, que hoje é um dos grandes defensores colombianos.

Começou a carreira pelo Atlético de Medelín, como convidado e ficou.

– Meu pai jogou futebol, meu primo teve a oportunidade de jogar em Medelín e agora está na Europa, jogando em Siena, Napoli, Bologna, aproveitando a chance – comenta o jogador, que já fez quatro partidas pela equipe do Cariri.

Sobre a relação com o primo que atuou na Copa do Mundo de 2014, ele fala que sempre foram próximos e comenta o episódio em que Zuñiga tirou Neymar da Copa (veja o vídeo abaixo). 

– Temos uma boa relação.

Todos os dias conversamos por mensagem. Ele falou com Neymar e ficou subentendido que o futebol é um esporte de contato e as coisas não ficaram maiores do que elas são – disse o atleta.

A ideia de viajar para o Brasil é mais do que mudar de país para tentar melhorar na carreira, é a oportunidade de ser visto e aproveitar para aprender sobre o esporte no País.

– Qualquer jogador da Colômbia gostaria de atuar no país onde o futebol é pentacampeão.

Tive a oportunidade de vir jogar no Barbalha. A diferença é que no Brasil jogamos com muito toque, muita classe com a bola.

Na Colômbia, o futebol é mais aguerrido, de contato. Aqui, vamos mesclar força e inteligência e, por isso, acho que posso ajudar a equipe a subir de divisão.

Minha família está muito contente pela minha vinda – comenta o defensor.
 Qualquer jogador gostaria de atuar no País onde o futebol é pentacampeão 
Pensando em seguir os passos do primo na Europa, Yeison deixa claro que pensa em dar o melhor na nova equipe para poder ter outras oportunidades.

– Aqui no Estado tem equipe grande. Também temos São Paulo como referência, e os jogadores têm como chegar na Europa, assim como foi com o Zuñiga.

Todo mundo aqui é bom e temos que ter humildade. Estamos treinando sempre focados em ganhar porque é uma oportunidade para todos serem grandes – conclui.

Em trioO zagueiro não veio sozinho para reforçar o time do interior cearense. Além dele, o volante Marcelo Londoño e o atacante Andress Rentería, primo do conhecido Rentería, que jogou pelo Internacional e brilhou na conquista da Libertadores em 2006, também desembarcaram em terras cearenses.

Andress começou a jogar aos sete anos e depois foi para a base do Medelín, onde atuou no Sub-13, Sub-14 e Sub-15. De lá, foi para o Alcobaces e, aos 18, estreou no Once Caldas.

Após a morte do pai, ainda garoto, ele foi morar com o primo.
– Nós temos uma relação muito boa.

Morei na casa dele em Bogotá e voltava para casa somente nas férias – diz o atacante.O jogador chegou ao Brasil para atuar no Juventus-SP, mas com problemas na documentação foi impedido e quase voltou para a Colômbia.

– Soube do projeto do Barbalha e gostei. Vim ganhar um pouco de experiência no Brasil, que todo jogador quer ter.

O Brasil tem alegria e todo jogador que conviver com a qualidade que os jogadores brasileiros têm – conclui o atacante.
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Fonte: Globo Esporte