Ao menos 81 torcedores invadiram o centro de treinamento do
Palmeiras no último sábado, véspera da partida em que o time foi goleado pelo Água
Santa por 4 a 1, em Presidente Prudente. As informações são do promotor Paulo Castilho, do Jecrim (Juizado Especial Criminal), que se encontrou com o presidente do clube, Paulo Nobre, na última segunda-feira. De acordo com Castilho, as imagens das câmeras de segurança da
Academia de Futebol foram entregues no mesmo dia à
polícia civil, que instaurou um inquérito.

O caso foi registrado por Paulo Nobre no Drade
(Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva), que
centraliza investigações relacionadas às organizadas – a Mancha Alvi Verde
anunciou a ação em suas redes sociais, no que chamou de “bate-papo produtivo”.Castilho diz que entre os identificados está o presidente da Mancha, Nando
Nigro.

Ele conta ter enviado um ofício à FPF (Federação Paulista de Futebol) para
que a torcida seja proibida de frequentar estádios enquanto as investigações
estiverem em curso.– Eles ameaçaram jogadores, o técnico e danificaram
patrimônio do clube.

Eles parecem não ter limites – criticou o promotor.Membros da Mancha Alvi Verde, a principal torcida organizada
do clube, foram ao CT na manhã de sábado, momentos antes de o elenco viajar
para Presidente Prudente, onde enfrentaria o Água Santa no domingo – a equipe
acumulava, então, três derrotas consecutivas, para Nacional, pela Libertadores,
e RB Brasil e Audax, pelo Paulista.

O Palmeiras emitiu nota no mesmo dia em que classificava a
ação como uma “invasão”, afirmando que “os integrantes da organizada forçaram a
entrada e atrapalharam o último treino da equipe antes da partida diante do
Água Santa, válida pela 12ª rodada do Paulista 2016”.Após a derrota do último domingo, o elenco retornou a São
Paulo de ônibus – no trajeto, o veículo foi atacado com pedras, mas ninguém se
feriu.

A reapresentação, segunda, contou com a vigilância da Polícia Militar.
Na terça-feira, o elenco viajou para Atibaia, onde fica concentrado até a
partida contra o Rio Claro, quinta-feira, no Pacaembu.

A reportagem procurou o Palmeiras e a Secretária de Segurança Pública de São Paulo, mas eles não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
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Fonte: Globo Esporte